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Astrônomos se preparam para estudar maior asteroide a passar "perto" da Terra

31/08/2017 15h10

Washington, 31 ago (EFE).- O asteroide Florence, que deve passar a 7 milhões de quilômetros da Terra nesta sexta-feira, será o maior a se aproximar tanto do nosso planeta desde que os registros começaram a ser feitos, o que representa uma oportunidade única para ser estudado.

"Mesmo que muitos asteroides conhecidos tenham passado mais perto da Terra do que Florence, todos eram menores", disse Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos da Nasa para Objetos Próximos da Terra.

Florence, que segundo as medições do telescópio espacial Spitzer, da Nasa, tem um tamanho de 4,4 quilômetros de diâmetro, passará ao equivalente a 18 vezes a distância entre a Terra e a Lua, portanto não significa nenhuma ameaça.

Mas o volume faz deste o maior asteroide a passar tão perto da Terra desde que foi lançado o programa da Nasa para detectar e rastrear os asteroides próximos ao planeta. Florence não voltará a nos visitar até o ano 2500, motivo pelo qual é uma oportunidade única de pesquisa para os astrônomos.

"Esperamos que Florence, que viaja a uma velocidade de 13,53 quilômetros por segundo, seja um excelente objeto para as observações de radar terrestre", apontou a Nasa.

Segundo explicou a agência aeroespacial, a passagem do asteroide será aproveitada especificamente para fazer projeções de imagem do sistema de radar de Goldstone, na Califórnia, e do observatório de Arecibo, em Porto Rico, entre outros.

As imagens de radar mostrarão o tamanho real de Florence e também podem revelar pequenos detalhes da superfície. Isto permitirá conhecer melhor o seu tamanho, assim como características de topografia, rotação, textura e a sua trajetória orbital de maneira mais precisa.

Florence, nomeado assim em homenagem à pioneira da enfermaria moderna, Florence Nightingale, foi descoberto em 1981 pelo astrônomo americano Schelte J. Bus, quando trabalhava no observatório de Siding Spring, na Austrália.

Este asteroide é classificado como "potencialmente perigoso" pelo Centro de Planetas Pequenos da União Astronômica Internacional, embora não represente nenhum risco para a Terra.

Segundo os astrônomos, Florence é grande o suficiente para ser visto com pequenos telescópios e inclusive com binóculos, como uma pequena "estrela" muito lenta.