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iPhone 13 mini: melhor opção de celular compacto, mas não espere perfeição

Lucas Carvalho

De Tilt, em São Paulo

01/12/2021 04h00

A Apple lançou em 2021 quatro celulares da família 13. Todos se parecem bastante com a geração passada, inclusive no preço de lançamento alto, mas é o iPhone 13 mini que desponta como o celular mais compacto, mais avançado em comparação a modelos antigos e menos caro da empresa no momento.

Custando a partir de R$ 6.599, o 13 mini resultou em melhorias em processador (como todo ano a empresa faz), bateria e recursos de câmera. Contudo, não espere perfeição. Ele tem lá seus pontos de atenção.

Sendo assim, quem deveria comprar o iPhone 13 mini? A resposta já vai logo de cara: donos de versões mais antigas do celular da Apple, fãs de telefones pequenos e usuários de Android pensando em migrar. Desde, claro, que o preço caiba no orçamento. Veja nosso review completo nos parágrafos a seguir.


iPhone 13 mini

Preço

R$ 6.599 R$ 5.939 (Shopping UOL - 30/11/2021) Comprar
TILT
4,4 /5
ENTENDA AS NOTAS DA REDAÇÃO

Não há taxa de atualização acelerada, as bordas são mais grossas que os rivais e o entalhe, embora menor, continua visível

Só duas lentes, enquanto rivais mais baratos têm até três

Recurso de vídeo cinematográfico é desastroso, mas o de vídeo "normal" é muito bom

Notei engasgos em poucos momentos, mas na maior parte do tempo o aparelho opera muito bem

Só 140 gramas, compacto e fácil de transportar

Só dura um dia inteiro, e com o passar do tempo deve passar a durar menos

Perfeito para ser usado com uma mão só

Módulo de câmera avantajado impede o uso de capinhas de gerações anteriores e põe em risco as lentes

Há concorrentes no mercado com mais recursos e que custam menos, embora esta seja uma boa opção para fãs da Apple

Pontos Positivos

  • Formato compacto é perfeito para uso com uma mão só, discreto e fácil de transportar em qualquer bolso da calça, da camisa ou da mochila
  • Estilos fotográficos permitem a customizar as características da câmera sem ter que quebrar a cabeça num modo manual

Pontos Negativos

  • Bateria só dura um dia inteiro, e com o passar do tempo deve começar a durar ainda menos
  • Câmera traseira só tem opção de duas lentes, ambas de ângulo aberto; faz falta uma lente teleobjetiva para fotos com zoom

Veredito

O iPhone 13 mini, assim como o seu irmão iPhone 13, é mais do mesmo: mesmos defeitos e mesmas qualidades de sempre. As câmeras são ótimas, mas faz falta uma lente teleobjetiva. O desempenho e a bateria são dignos de um celular top de linha, mas vi o modelo mini engasgar em alguns momentos. Apesar de alguns pontos de atenção, para quem gosta de celulares pequenos, não existe opção melhor no mercado atualmente.

O UOL pode receber uma parcela das vendas pelo link de compra recomendado neste conteúdo. Preços e ofertas da loja não influenciam os critérios de escolha editorial.

O iPhone 13 mini é parecido com a linha iPhone 12 mini. Ele tem carregamento sem fio e suporte aos acessórios por ímã MagSafe. Além disso, tem proteção máxima contra água e poeira (certificação IP68).

As laterais planas, que ajudam a destacar o aparelho no meio da concorrência, também dão mais firmeza na hora de segurá-lo. E se você não gosta de celulares grandes, vai se apaixonar por esse formato compacto.

Pesando só 140 gramas, o modelo é idêntico ao irmão iPhone 13, exceto pelo tamanho. Ou seja, você terá as mesmas câmeras e mesma potência, mas num pacote compacto que cabe no bolso da calça e que pode ser usado com uma mão só sem sofrimento.

Na traseira, o que mudou foi o módulo de câmera, que ficou maior e mais grosso para acomodar os novos sensores —sobre os quais falaremos mais adiante.

Apesar do preço alto, aqui não há suporte para cartão de memória (como a maioria dos concorrentes trabalham), a gaveta de chips só tem espaço para um SIM card de operadora. A porta Lightning é a única entrada possível para carregador e fones de ouvido.

Design do iPhone 13 mini - Lucas Carvalho/Tilt - Lucas Carvalho/Tilt
Imagem: Lucas Carvalho/Tilt

A tela com tecnologia Oled de resolução Full HD continua ótima. São 5,4 polegadas (13,7 cm) que exibem 476 pixels por polegada —densidade maior que a do iPhone 13, de 6,1 polegadas.

Mas não há o que reclamar: qualidade é impecável. Mas perto da concorrência, há limitações. Aqui não tem aquela alta taxa de atualização que os Androids já têm há anos e que o iPhone 13 Pro ganhou esse ano: a capacidade de exibir animações com 120 hertz (quanto maior o número, mais suave será a transição de cenas).

As bordas são mais grossas que as de rivais do mundo Android e, sim, o entalhe para a câmera frontal e para o sistema de reconhecimento facial do Face ID continua ali, recortando o topo da tela. Ele diminuiu 20%, mas ainda marca território.

Tela do iPhone 13 mini - Lucas Carvalho/Tilt - Lucas Carvalho/Tilt
Imagem: Lucas Carvalho/Tilt

Como os seus irmãos, o iPhone 13 mini tem excelente desempenho com o chip A15 Bionic, que garante que todas as funções do celular sejam executadas com precisão e rapidez, e a integração com o iOS faz com que os meros 4 GB de RAM pareçam muito melhores do que os 12 GB de alguns rivais Android.

Mas deu para notar alguns soluços enquanto eu tentava editar um vídeo 4K no app iMovie e um certo lag (atraso entre o comando e a sua execução) no Oceanhorn, um jogo de ação de mundo aberto com gráficos pesados.

Fora esses dois tropeços, que notei apenas quando o celular estava com a bateria nas últimas, não vi o iPhone 13 mini travar outras vezes. O que é curioso se pensarmos que este modelo e o seu irmão maior têm o mesmo hardware, mas o iPhone 13 "normal" não teve os mesmos deslizes.

O app de análise de desempenho Geekbench também notou uma pequena diferença entre os dois. No modelo maior, o app registra uma média de 4.463 pontos em testes multi-core (quando todos os núcleos do processador são estressados ao mesmo tempo), contra 4.436 do mini; e 1.677 pontos em single-core (quando só um núcleo é testado de cada vez), contra 1.675 do mini.

Ignorando a frieza dos números, o iPhone 13 mini é rápido. Tão rápido quanto outros Androids de alto nível, como o Galaxy S21, e que têm notas menores no Geekbench. No dia a dia, o que importa é saber que as chances de ele travar são pequenas. Mas existem.

A Apple nunca foi conhecida por produzir iPhones com longa vida útil de bateria. Apesar disso, ela melhorou um pouco a configuração nos modelos deste ano.

Na prática, não dá para dizer que o iPhone 13 mini é um completo desastre de autonomia, mas ela também está longe de ser satisfatório para os padrões atuais. O aparelho dura, em média, um dia inteiro longe da tomada se o seu uso for econômico, e logo pela manhã, ou durante a noite, você vai ter que colocá-lo para carregar.

No nosso teste padrão, que consiste em deixar um vídeo rodando em looping até a bateria ir de 100% a 0%, o modelo durou 8 horas e 53 minutos, mais do que o iPhone 12 mini do ano passado, mas bem menos do que o iPhone 13 regular.

Não parece, mas muita coisa mudou nas câmeras em comparação com a geração anterior. Os sensores maiores e as lentes mudaram de posição: em vez de uma debaixo da outra, agora elas ficam na diagonal.

Nesse caso, tamanho é, sim, documento. As câmeras agora conseguem capturar mais luz —segundo a Apple, 47% mais do que no iPhone 12. Com isso, o processador A15 Bionic consegue entender melhor a imagem, identificar detalhes e tratá-la com mais precisão, gerando fotos com menos ruído e com as cores mais bem calibradas.

Câmeras do iPhone 13 mini - Lucas Carvalho/Tilt - Lucas Carvalho/Tilt
Imagem: Lucas Carvalho/Tilt

Lembrando que temos aqui duas câmeras traseiras, uma grande-angular e outra ultra-wide (que captura mais conteúdo na mesma imagem), ambas com 12 MP de resolução. Na frente, uma câmera só, também de 12 MP.

Apesar da lente ultra-wide, aqui não há modo macro para fotografar objetos bem de perto sem perder foco, como há no iPhone 13 Pro. Também não há zoom óptico, só aquele digital que tende a estragar a resolução da foto quando aplicado.

Mesmo não sendo as mais versáteis do momento, essas câmeras são, sim, muito boas. O contraste é profundo, as cores são bem saturadas sem perder o realismo, e tudo isso vale também para os vídeos. O modo retrato é competente (ainda que não seja perfeito) e o modo noturno pode aposentar de vez o flash.

Fotos tiradas com iPhone 13 e 13 mini

A lente teleobjetiva que vem nos iPhones "Pro", porém, faz falta aqui. Ficar preso entre as lentes grande-angular e ultra-wide significa que suas fotos sempre vão sair com uma leve distorção nas beiradas, quer você goste desse efeito ou não.

Essas lentes de ângulo mais amplo são boas para fotos de grupos de pessoas e de paisagens. Mas nessa faixa de preço rivais como o Galaxy S21 já vêm com três lentes ou mais, e não perdem para a Apple.

Outro fator que me incomoda na câmera do iPhone é a tendência que ela tem de levar as cores para um tom mais quente, até em dias nublados. Notei isso com o iPhone 13 e com o 13 mini isso se repetiu.

O lado bom é que na edição deste ano a Apple oferece em todos os celulares os chamados "estilos fotográficos", um novo recurso que muda o jeito como a câmera enxerga a cena. Antes de tirar uma foto ou gravar um vídeo, você pode selecionar um estilo que mais te agrade: padrão, contraste rico, vibrante, quente ou frio.

Estilos fotográficos do iPhone 13

Esses estilos são uma maneira de editar as característica da câmera sem ter que quebrar a cabeça com um modo "manual", que permita mudar ISO, exposição e balanço de branco. Isso facilita a vida de quem não entende muito de fotografia.

Outra novidade esse ano é o recurso de "vídeo cinematográfico" que, em resumo, funciona como um modo retrato para vídeo: ele permite borrar o fundo da imagem, de forma automática ou manual, para criar um efeito artificial de profundidade. Sobre ele, não curti.

Com o iPhone 13 e com o 13 mini a função nunca conseguia separar direito o que está no primeiro plano e o que estava no fundo, fazendo recortes bizarros. O desfoque também é muito artificial.

O iPhone 13 mini é muito bom, mas muito caro. Esse é o resumo da ópera.

Por isso reforço que ele pode agradar os fãs da Apple que possuem celulares mais antigos, como do iPhone XS para baixo. O salto em recursos e qualidade é suficiente para justificar o investimento.

Para quem possui um smartphone Android e deseja um aparelho para entrar no mundo Apple, o custo-benefício do 13 mini também pode ser vantajoso.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Especificações técnicas
  • Sistema Operacional

  • iOS 15

  • Dimensões

  • 131,5 mm (A) x 64,2 mm (L) x 7,65 mm (E); 140 gramas

  • Resistência à água

  • Sim (IP68)

  • Cor

  • Vermelho, branco, preto, azul ou rosa

  • Preço

  • R$ 6.599

Tela
  • Tipo

  • Super Retina XDR (Oled)

  • Tamanho

  • 5,4 polegadas (13,7 cm)

  • Resolução

  • 2340 x 1080 pixels

Câmera
  • Câmera Frontal

  • 12 MP

  • Câmera Traseira

  • Dupla: 12 MP (grande-angular) e 12 MP (ultra-wide)

Dados técnicos
  • Processador

  • A15 Bionic

  • Armazenamento

  • 128 GB, 256 GB ou 512 GB

  • Memória

  • 4 GB de RAM

  • Bateria

  • 2.438 mAh