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Maioria dos investidores institucionais espera comprar ativos digitais, mostra estudo

20/07/2021 14h18

Por Anna Irrera

LONDRES (Reuters) - Sete em cada dez investidores institucionais esperam investir ou comprar ativos digitais no futuro, embora a volatilidade dos preços seja a principal barreira para novos participantes, revelou um estudo da área de negócios de criptomoedas da Fidelity.

Mais da metade dos 1.100 investidores institucionais pesquisados ​​globalmente pela Coalition Greenwich a pedido da Fidelity Digital Assets entre dezembro e abril disseram ter investimentos digitais.

Cerca de 90% dos interessados ​​em investir no futuro disseram esperar que os portfólios de sua empresa ou de seus clientes incluam investimentos em criptomoedas nos próximos cinco anos, concluiu a pesquisa.

Entre os consultados estão investidores de alto patrimônio líquido, family offices, hedge funds digitais e tradicionais, consultores financeiros e fundos patrimoniais.

Lançado em 2018, o Fidelity Digital Assets é o negócio de criptomoeda da Fidelity Investments, com sede em Boston, e oferece custódia a investidores institucionais e serviços de execução de ativos como bitcoin.

A empresa foi uma das primeiras provedoras convencionais de serviços financeiros a adotar criptomoedas, que atraem cada vez mais instituições financeiras já estabelecidas.

A TP ICAP, maior corretora interdealer do mundo, informou no fim do mês passado que estava lançando uma plataforma de negociação de criptomoedas com a unidade de custódia de ativos digitais da Fidelity e do Standard Chartered.

Apesar do interesse, os preços das criptomoedas e os volumes de negócios despencaram. O bitcoin acumula queda de cerca de 50% desde sua máxima de abril.

As empresas pesquisadas citaram a volatilidade dos preços como o maior obstáculo para novos investidores, seguida pela falta de fundamentos necessários para avaliar o valor e pelas preocupações em torno da manipulação do mercado.

Em uma pesquisa realizada no mês passado, o JPMorgan Chase & Co revelou que apenas 10% das firmas de investimento institucional negociam criptomoedas, com quase metade rotulando a emergente classe de ativos como "veneno de rato" ou prevendo que seria uma moda passageira.