PUBLICIDADE
Topo

LG vai acabar com a sua divisão de celulares? Entenda a polêmica

Protótipo do celular LG Rollable, aparelho com tela expansível, foi apresentado durante a CES 2021 - Reprodução
Protótipo do celular LG Rollable, aparelho com tela expansível, foi apresentado durante a CES 2021 Imagem: Reprodução

Heekyong Yang e Joyce Lee

Em Seul

20/01/2021 11h47

A LG Electronics disse nesta quarta-feira que está considerando todas as opções para sua deficitária divisão de celulares, que, segundo analistas, pode incluir o fechamento da área ou a venda de partes da unidade.

A LG disse em comunicado que 23 trimestres consecutivos de prejuízos em seus negócios de telefonia móvel totalizaram cerca de 5 trilhões de wons (4,5 bilhões de dólares) de perdas em meio à forte concorrência.

As ações da LG fecharam em alta de 12,8%, contra uma alta de 0,7% no índice KOSPI da Coreia do Sul.

"No mercado global, a competição no setor de telefonia móvel, incluindo smartphones, ficou mais acirrada", disse a LG no sinal mais claro de que poderia estar considerando o encerramento do negócio.

"A LG Electronics acredita que chegamos ao ponto em que precisamos tomar a melhor decisão sobre nosso negócio de telefonia móvel, considerando a competitividade atual e futura."

O presidente-executivo, Brian Kwon, disse que a empresa planeja manter os funcionários, independentemente do que aconteça com a unidade.

Embora classificada como a terceira maior empresa no mercado global de smartphones no primeiro trimestre de 2013 pela Strategy Analytics, a LG não aparece nem entre as sete primeiras no terceiro trimestre de 2020, depois de perder terreno para fabricantes chineses, disse a empresa de pesquisa Counterpoint.

Analistas disseram que se a LG decidir encerrar o negócio de telefonia móvel, poderá aumentar seu valor de mercado em cerca de 4 trilhões de wons.

O encerramento da divisão também pode ajudar a LG a se concentrar na expansão de componentes eletrônicos para veículos, onde recentemente lançou uma joint venture com a fornecedora automotiva Magna International para fabricar dispositivos para carros elétricos.

"Os negócios de dispositivos móveis (da LG) fizeram todo o possível para reduzir custos", disse Ko Eui-young, analista da Hi Investment & Securities.

"Agora a empresa está em um ponto em que precisa aumentar as vendas obtendo participação de mercado da Samsung Electronics e da Apple, mas isso não é visto como muito viável, o que torna difícil para o negócio melhorar sua situação deficitária."