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Projeto secreto do Google recolhe dados de saúde de milhões de norte-americanos, diz WSJ

Dados recolhidos incluiriam informações sobre exames, diagnósticos e registros hospitalares - Fentino/iStock
Dados recolhidos incluiriam informações sobre exames, diagnósticos e registros hospitalares Imagem: Fentino/iStock

De Tilt, em São Paulo *

11/11/2019 16h44Atualizada em 12/11/2019 18h23

Sem tempo, irmão

  • Projeto do Google com Ascension recolhe dados pessoais de norte-americanos, diz jornal
  • Dados incluem resultados de laboratório, diagnósticos de médicos e registros hospitalares
  • Sistema sugere planos de tratamento, testes e troca de médicos
  • Google e Ascension não comentaram o assunto de imediato

O Google está se aliando com uma companhia de saúde em um projeto secreto para recolhimento de informações pessoais de milhões de norte-americanos em 21 Estados dos Estados Unidos, publicou o Wall Street Journal nesta segunda-feira.

O Google lançou o "Projeto Nightingale" no ano passado com a companhia norte-americana Ascension, segundo o jornal, que citou fontes a par do assunto e documentos internos. Google e Ascension não comentaram o assunto de imediato.

Os dados envolvidos no Projeto Nightingale incluem resultados de laboratório, diagnósticos de médicos e registros hospitalares, entre outras categorias. As empresas pretendem formar um histórico de saúde completo com nomes de pacientes e datas de nascimento, publicou o WSJ.

A notícia foi publicada pouco depois que o Google anunciou a compra da Fitbit por 2,1 bilhões de dólares, pretendendo entrar no segmento de dispositivos vestíveis e investir em sistemas digitais de saúde.

Como funciona

O Projeto Nightingale passa pelas seguintes etapas: o paciente faz check-in em um hospital, consultório médico ou centro de atendimento; médicos e enfermeiros examinam o paciente, inserindo dados no computador; e os dados vão instantaneamente para o sistema do Projeto Nightingale, que pode sugerir resultados como planos de tratamento, testes, substituição ou acréscimo de médicos ao paciente, ou reforço na política de narcóticos.

Uma informação mais preocupante da reportagem é que "pelo menos 150 funcionários do Google tiveram acesso a muitos dos dados de dezenas de milhões de pacientes", de acordo com uma fonte próxima à questão.

Em nota, o presidente do serviço de computação em nuvem do Google, Tariq Shaukat, disse que o objetivo da empresa com o projeto é "definitivamente melhorar resultados e salvar vidas". Diz ainda que a parceria "segue os regulamentos de todo o setor" e que os dados "não podem ser usados para nenhum outro propósito além da prestação desses serviços".

* Com Ambhini Aishwarya, da agência Reuters, em Bangalore

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