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Presidente da Uber chama assassinato de jornalista de engano e volta atrás

O jornalista Jamal Khashoggi foi morto dentro do consulado da Arábia Saudita em Istambul - Getty Images
O jornalista Jamal Khashoggi foi morto dentro do consulado da Arábia Saudita em Istambul Imagem: Getty Images

Stephen Kalin

11/11/2019 14h34

RIAD (Reuters) - O presidente-executivo da Uber disse nesta segunda-feira que o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi no ano passado pela Arábia Saudita, principal investidor de sua companhia, não pode ser desculpado e que cometeu um erro ao descrever o assassinato como um "engano grave".

Dara Khosrowshahi voltou atrás nos comentários que fez em uma entrevista no programa "Axios on HBO", na qual comparou o assassinato do jornalista do Washington Post com uma fatalidade causada por um dos carros autônomos de sua empresa. Khashoggi foi morto por agentes sauditas no consulado da Arábia Saudita em Istambul.

"É um engano grave. Nós também cometemos erros, com veículos autônomos, e estamos nos recuperando desse erro", disse Khosrowshahi na entrevista. "Então, acho que as pessoas cometem erros. Isso não significa que nunca possam ser perdoadas. Acho que eles levaram isso a sério."

Khosrowshahi disse mais tarde no Twitter: "Não há como perdoar ou esquecer o que aconteceu com Jamal Khashoggi e eu errei ao chamar isso de 'erro'".

"Eu disse algo no momento em que não acredito. Nossos investidores conhecem minhas opiniões aqui há muito tempo e lamento não ter sido tão claro no Axios."

O assassinato de Khashoggi provocou um alvoroço global, manchando a imagem do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman.

A CIA e alguns governos ocidentais disseram acreditar que o príncipe herdeiro ordenou a morte de Khashoggi. O príncipe Mohammed negou isso, mas disse que tem a responsabilidade final como líder de fato do país.

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