Cabeleireiro troca o alumínio por folha de bananeira para descolorir cabelo

Os brasileiros estão a poucos passos de conquistar o universo, mas eles começam com ações simples. No reino das inovações mais esquisitas e diferentonas está esse processo de descoloração capilar usando folha de bananeira.

O cabeleireiro cearense Josué de Castro Neto criou uma técnica que promete ser menos agressiva tanto com os cabelos quanto com o meio ambiente.

O processo de tingir e descolorir o cabelo pode ser um pouco agressivo para os fios. Geralmente, ele é feito com uma mistura de pó descolorante e água oxigenada, que é aplicada no cabelo e embrulhada com um papel alumínio
Ana Bonassa, do Nunca Vi 1 Cientista, em vídeo publicado no perfil Brasil do Futuro

Em mais um quadro de "O brasileiro precisa ser estudado", a divulgadora científica explica que o processo de descoloração deixa os cabelos mais frágeis. Também é ruim para o meio ambiente pela quantidade de alumínio que é gerado.

A ideia do cabeleireiro foi criar um método que gerasse menos resíduos e ao mesmo tempo pudesse ajudar a proteger o cabelo. Os resultados ficam iguaizinhos aos do método com papel alumínio em termos de cor, provando ser uma substituição eficiente e sustentável
Ana Bonassa

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Imagem: Reprodução/Brasil do Futuro_UOL

A inspiração do cabeleireiro foi a culinária nordestina. Ele percebeu que a folha de bananeira suportava temperaturas elevadas e pensou se ela não seria uma boa alternativa ao papel alumínio. Foi então que ele começou a pesquisar as propriedades da planta.

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"Eu queria algo diferente que funcionasse e que fosse profissional. Fui estudar e fazer testes, foi bem eficiente no começo. Consegui desenvolver uma técnica, desde a retirada até o descarte, para ela se transformar num papel com um método de armazenamento que criei. Assim, eu utilizo algumas frescas e outras eu faço o preparo", disse Josué Neto em entrevista ao jornal "Diário do Nordeste" no ano passado.

O cabeleireiro afirmou que consegue chegar no tom desejado sem nenhum problema e de um jeito melhor do que se usasse alumínio.

Ainda não há comprovação científica de que o processo seja benéfico para os cabelos, contudo tanto clientes quanto o próprio Josué Neto afirmam ter obtido resultado que deixaram os cabelos mais brilhantes e macios.

Só a gente mesmo pra ter ideias tão criativas que, além de ser uma saída mais ecológica para cuidar dos cabelos, também promove o uso consciente de materiais que vêm da natureza
Ana Bonassa

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