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Titi Müller e o golpe da senha: veja como se proteger após roubo de celular

Titi Müller diz homem usou da força para pegar o celular da mão dela - Reprodução/Instagram
Titi Müller diz homem usou da força para pegar o celular da mão dela Imagem: Reprodução/Instagram

Nicole D'Almeida

Em São Paulo

06/07/2022 12h25

Nesta semana, a apresentadora Titi Müller teve seu celular roubado dentro de um táxi perto de sua casa, em São Paulo. Ela relatou o ocorrido em seus Stories no Instagram.

Apesar de ter conseguido resolver rapidamente questões com o banco e a operadora, Titi alertou seus seguidores que vem sofrendo outra tentativa de golpe após o roubo.

"Estou recebendo uma ligação a cada cinco minutos da Irlanda falando que acharam o meu aparelho conectado a esta linha (que eu já consegui recuperar) e pedindo para digitar o número de desbloqueio de tela para que eu tenha acesso à localização do meu aparelho. Olha o golpe!!!", explicou.

A apresentadora ainda conta que é uma voz robótica dizendo "Tivemos acesso à localização do seu telefone. Para compartilhar com você, digite a senha de desbloqueio de tela".

Jamais diga sua senha

Nesse novo tipo de crime, os bandidos se passam pelo suporte da Apple, Samsung ou Google. Mas nenhuma dessas empresas liga para seus clientes para resolver problemas, muito menos solicitando informações pessoais.

Portanto, caso isso ocorra com você, fique atento para não digitar a senha de desbloqueio, por mais que queira reaver o aparelho.

Com o código correto, os golpistas terão acesso a grande parte do conteúdo do seu celular. Caso você não tenha consigo resetá-lo por completo, eles ainda poderão acessar seus aplicativos e dados pessoais.

Ontem (5), Titi continuou relatando as novas estratégias dos criminosos. Ela e seu namorado, Gentil Nascimento, receberam uma notificação às 2h da manhã informando que o celular tinha sido desbloqueado e que estava perto da casa dela, em um bar.

Ela comentou que não tinha interesse de ir atrás do aparelho e a polícia também não vai até o local fazer a apreensão de um aparelho apenas com uma localização.

O jeito que Titi encontrou para parar de receber as notificações e ligações da Irlanda foi desativar o "Find My iPhone", orientação que recebeu de uma amiga que já havia passado pelo mesmo golpe.

O que fazer se o celular for roubado

A apresentadora procedeu de forma correta desde o início do problema. Além de bloquear o telefone com a operadora e entrar em contato com o banco, Titi ainda ficou alerta aos possíveis golpes que estava vulnerável a receber.

Nesse momento de tensão e muitas vezes desespero, é essencial manter a cabeça fria para não ser vítima pela segunda vez - além da perda material do celular, o segundo golpe pode render prejuízos piores em aplicativos de banco, compras ou delivery.

Então, nunca passe nenhuma informação pessoal (incluindo senhas) nem acesse links de SMS ou e-mails suspeitos que dizem ter encontrado seu aparelho. As empresas de tecnologia não entram em contato com seus clientes dessa forma.

Caso suspeite de algo ou esteja em dúvida, ligue para a central de atendimento da empresa e pergunte. O número pode ser encontrado no site oficial.

Outras iniciativas imediatas:

Bloquear o aparelho: entre em contato com a sua operadora, informe o ocorrido e peça o cancelamento do chip. Para isso, é importante que você tenha em mãos o IMEI (International Mobile Equipment Identity) do aparelho.

Ele pode ser encontrado na caixa do aparelho ou no próprio celular - basta digitar *#06# na discagem telefônica. Registre esse número em algum lugar seguro, fora do celular, para que você possa utilizá-lo numa situação de emergência.

Com o bloqueio do IMEI, o aparelho perde suas principais funções, como o recebimento e a discagem de ligações, envio de SMS e acesso à internet.

Mude a senha dos aplicativos: é importante para impedir o acesso dos criminosos, já que muitos deles permitem que todos os aparelhos conectados sejam deslogados. Faça a alteração remotamente, em outro celular ou computador, com o máximo de urgência.

Informe seus bancos: para que não haja nenhum prejuízo financeiro, você precisa informar as suas instituições financeiras. Dessa forma, elas poderão bloquear o aplicativo no celular, além de possíveis transferências que o criminoso tente realizar.

Apague os dados do celular: se você tem telefone Android, acesse android.com/find. Nesta página, insira seu login e senha, e ela vai mostrar a localização do seu aparelho. Selecione a opção "Limpar Dispositivo".

Se você tem telefone com o sistema iOS, da Apple, acesse icloud.com. Nesta página, insira seu login e senha. Escolha "Buscar iPhone" e selecione "Apagar iPhone".

Faça um Boletim de Ocorrência: o BO comprova o delito cometido. Além disso, é com ele que você consegue fazer resgate de seguros e comprovar que eventuais transferências bancárias pelo Pix não foram feitas por você.

Os BO também ajudam a polícia identificar os locais onde esses crimes são mais praticados. Assim, o poder público pode melhorar o policiamento e guiar as investigações.

Você pode fazer o BO em uma delegacia ou de forma online, caso seu estado permita. Em caso de roubos que envolvam violência, é indicado fazer presencialmente.

Informe parentes e amigos: assim, eles poderão ficar atentos (e desconfiados) com qualquer contato feito em seu nome.

Para dificultar o acesso dos criminosos, você também pode fazer algumas configurações em seu aparelho.