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Viu iPhone barato? Cuidado: modelo é o favorito para golpes de venda

Evolução dos IPhones - Arte/UOL
Evolução dos IPhones Imagem: Arte/UOL

Simone Machado

Colaboração para Tilt, em São José do Rio Preto (SP)

14/06/2022 04h00Atualizada em 14/06/2022 10h36

Basta entrar em algum site de venda de produtos usados que lá estão eles: os anúncios oferecendo celulares. O problema é que, além de atrair consumidores, o menor preço em modelos que ainda são populares no mercado também atrai criminosos. Entre os smartphones mais visados pelos golpistas estão os iPhones.

Os aparelhos da Apple somam 70% dos golpes envolvendo anúncios de celulares, de acordo com um levantamento divulgado pela pela OLX, plataformas de compra e venda online. Para atrair as vítimas, os fraudadores costumam anunciar os celulares cerca de 14% mais barato que os anúncios feitos por usuários idôneos, segundo o levantamento, realizado em parceria com a AllowMe, plataforma de proteção de identidades digitais.

O prejuízo estimado com os golpes aplicados no comércio eletrônico no primeiro trimestre deste ano foi de aproximadamente R$ 39,7 milhões. Os celulares lideram o ranking dos produtos mais visados nas fraudes, representando 40% do total, seguido por videogames (19%) e computadores (12%).

O levantamento destaca que o iPhone 11 está no topo da lista de aparelhos Apple de preferência dos bandidos, seguido de:

  • iPhones XR
  • iPhone 8 Plus
  • iPhone 12 Pro Max
  • iPhone 11 Pro Max

"Celulares já são historicamente bastante visados por fraudadores, por terem um alto valor e serem fáceis de serem revendidos. Com o aumento da procura desses itens, os golpes tendem a aumentar. Por isso, é importante que as pessoas redobrem a atenção ao negociar os produtos. Os golpistas aproveitam da falta de conhecimento dos usuários para enganá-los", diz Beatriz Soares, diretora de produto e operações da OLX.

Principais vítimas

Ainda segundo o estudo, a maioria das vítimas que cai em golpes são homens (70%) e tem até 31 anos (77%). O estado de São Paulo foi o que mais registrou fraudes com 30% do total, seguido por Rio de Janeiro (16%).

O levantamento analisou dados do mercado digital brasileiro, incluindo sites, apps e contas digitais de janeiro a março deste ano, em uma base de cerca de 20 milhões de contas abertas em plataformas online.

Confira a seguir os golpes mais comuns

Compra Confirmada

Liderando o ranking dos golpes mais aplicados no ano passado com 32%, o golpe da Compra Confirmada é uma atualização do antigo golpe do Envelope Vazio.

Com o aumento das transações bancárias digitais, hoje o fraudador faz um falso comprovante de depósito com os dados da vítima e o envia por email ou aplicativo de mensagem, fazendo a pessoa acreditar que o valor já foi depositado e entregue o produto da venda.

Quando a vítima percebe o golpe, o fraudador já está com o produto e deixa de responder às mensagens.

Anúncio Falso

O golpista faz um anúncio de um produto nas plataformas de compra e venda, para atrair as vítimas. Na maioria das vezes, o produto é mais barato que o valor de mercado. Imaginando ser uma oferta real, a vítima faz o pagamento e não recebe o produto.

Sites Falsos

Com o aumento da procura tem aumentado também a quantidade de falsos sites, que fazem anúncios de celulares novos com valores muito abaixo do de mercado na intenção de atrair os clientes.

As plataformas costumam ainda destacar que há poucas unidades do produto e que a oferta dura apenas poucas horas, estimulando que as pessoas façam o pagamento rápido. Após a confirmação de pagamento, o item nunca é enviado para os compradores. Dias depois o site sai do ar, na maioria dos casos.

Como se prevenir de golpes

Para se prevenir desses tipos de golpes, os usuários precisam, acima de tudo, redobrar a atenção ao fazer compras online.

  • É importante pesquisar sobre a loja virtual e verificar em sites de reclamações se já há registros de outros usuários.
  • Além disso, sempre desconfie de preços muito baixos.
  • Ao acessar um site de comércio eletrônico, verifique se existe um cadeado localizado próximo ao endereço do link. Esse símbolo indica que o conteúdo da página e os dados que nela serão inseridos 'viajaram' de forma segura entre o servidor web, diminuindo assim o risco de ser falso.
  • Verifique também se a URLs tem "https". Isso indica o uso protocolos de segurança mais rígidos.
  • Jamais forneça dados pessoais para desconhecidos. Alguns criminosos afirmam ser da empresa para roubar informações das vítimas.
  • Não clique em links suspeitos e atenção a mensagens com erros de português. Isso é um sinal de que trata-se de anúncios não oficiais.