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Como algoritmo usado no futebol diminui riscos de lesões em jogadores

Jogadores do Liverpool se abraçam após gol marcado contra o Villarreal, em jogo válido pela ida da semifinal da Champions League - Carl Recine/Reuters
Jogadores do Liverpool se abraçam após gol marcado contra o Villarreal, em jogo válido pela ida da semifinal da Champions League Imagem: Carl Recine/Reuters

Cláudio Gabriel

Colaboração para Tilt, do Rio de Janeiro

23/05/2022 12h33Atualizada em 23/05/2022 19h37

Times tradicionais de futebol e de basquete estão conseguindo evitar que jogadores tenham lesões com ajuda de inteligência artificial. Por meio de um algoritmo, criado pela empresa de Zone7, o sistema consegue detectar riscos e recomenda ações preventivas para os atletas.

Segundo reportagem do jornal Telegraph, equipes da NBA (basquete), NFL (futebol americano) e Premier League já trabalham com essa IA. O time inglês Liverpool, por exemplo, começou a usar o algoritmo há nove meses, e os resultados têm sido significativos.

De acordo com seu levantamento sobre lesões, o time observou uma queda de 33% no total de dias perdidos com jogadores machucados ao longo da temporada 2021-22, isso equivale a 1.008 dias. Na etapa anterior, quando o sistema não foi usado, o volume foi de 1.500.

Os dias perdidos com lesões que deixam os jogadores fora de ação por mais de nove dias, chamadas de substanciais, caíram quase metade na temporada atual: de 1.409 para 841, uma redução de 40%.

Como a tecnologia funciona

A plataforma analisa informações gerais de cada jogador, desde dados das partidas até cada um dos treinos, além de níveis biométricos, de força, sono, flexibilidade e estresse, segundo a empresa.

Esse volume de informações é transmitido e analisado pela inteligência artificial para que o sistema consiga prever sinais de riscos (como reduzir a carga de trabalho e menos execução de um movimento específico) e ofereça soluções que tenham chances de evitar lesões e/ou agravamento de problemas já existentes no atleta.

As informações ficam disponibilizadas em um aplicativo.

"Às vezes, o risco pode significar uma redução na carga de trabalho, ou seja, menos execução de algo específico. Ou um jogador pode estar menos treinado em algo específico e ser necessário um trabalho adicional", afirma Tal Brown, engenheiro de sistemas de computador e um dos fundadores da Zone7.

"O software pode simular cenários ideais no dia a dia para que os jogadores estejam em tendência para o seu pico e o risco de lesões seja minimizado", explica o empresário, segundo informações do site Daily Mail.

Além do time principal, o algoritmo da companhia está também presente nas equipes feminina e sub-23 masculina do Liverpool. A equipe inglesa anunciou recentemente a extensão do contrato de uso da tecnologia em mais dois anos.

Três clubes da United Rugby Championship também estão iniciando os testes com a empresa.