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Porta em Marte? Ponto de vista e geologia explicam 'flagrante' no planeta

Foto que mostra "porta" em Marte foi divulgada no dia 7 de maio - Nasa/Divulgação
Foto que mostra "porta" em Marte foi divulgada no dia 7 de maio Imagem: Nasa/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

13/05/2022 18h38Atualizada em 13/05/2022 18h38

Uma imagem registrada pela sonda Curiosity, da Agência Espacial Norte-americana (Nasa) em Marte, mostrou uma formação inusitada que levantou curiosidade de usuários do Reddit.

Um tópico na rede social questionou se aquela seria uma "porta" que comprovaria a existência de vida extraterrestre no planeta vizinho. A semelhança gerou discussões na rede, mas logo a possibilidade foi descartada.

Em conversa com o jornal britânico The Daily Telegraph, o professor da Imperial College London, Sanjeev Gupta, que já trabalhou com a missão que levou o Curiosity até Marte, explicou que a "porta" vista na imagem nada mais é do que um processo geológico.

"Essa rachadura é uma fractura. Fracturas do tipo são abundantes em Marte e na Terra", explicou. Ele analisou a imagem a pedido do jornal e certificou que este é apenas um "processo geológico normal" na região.

O especialista também contou que a perspectiva deve ser considerada neste caso e o tamanho da "porta" foi ressaltado pelos pesquisadores da Curiosity quando a imagem foi divulgada.

"Eles ressaltaram o quão pequena as fracturas eram, com entre 30 e 45 centímetros", afirmou.

Jornada do Curiosity

O robô espacial pousou na cratera Gale em agosto de 2012 com a missão de determinar se a região abrigava vida microbiana.

Desde então, já atravessou mais de 27,14 km em Marte. O Curiosity descobriu que Gale, na verdade, hospedava um sistema de lago e riacho potencialmente habitável num passado distante.

Desde setembro de 2014, o Curiosity tem escalado uma montanha chamada Monte Sharp. Na prática, o rover está analisando as camadas de rocha, procurando por pistas sobre a transição climática que aconteceu em Marte, de um planeta quente e úmido para o desértico frígido que é hoje.

"O estudo parece ter funcionado", disse Good. A equipe da missão começou recentemente a capturar imagens de inspeção de rodas a cada 3,3 mil pés, o equivalente a mil metros, de terreno percorrido, em vez de a cada 1,6 mil pés (500 m), como era a norma anterior.