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Vai trocar a TV para a Copa? Veja dicas para não cair em roubada

24.mar.2022: Neymar abraça Vini Jr. após marcar gol pelo Brasil no confronto contra o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar, no Maracanã  - CARL DE SOUZA/AFP
24.mar.2022: Neymar abraça Vini Jr. após marcar gol pelo Brasil no confronto contra o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar, no Maracanã Imagem: CARL DE SOUZA/AFP

Thiago Varella

Colaboração com Tilt, em Campinas (SP)

09/04/2022 04h00Atualizada em 23/04/2022 09h09

A Copa do Mundo do Qatar começa em 21 de novembro, e isso dá bons meses para quem gosta de futebol decidir se troca ou não de TV. Se você é do time que pretende acompanhar os jogos em uma tela melhor, o texto de hoje vai ajudar.

Full HD, 4K ou 8K? LED, LCD, OLED? O primeiro passo antes de gastar em um televisor novo é compreender o que está por trás das especificações técnicas. Assim, você terá mais embasamento para ver qual atenderá melhor suas necessidades.

Confira a seguir o que você precisa ficar de olho ao longo das suas pesquisas:

Full HD, 4K ou 8K?

Se você irá acompanhar os jogos da Copa pela TV aberta e tem menos grana para investir, nem se incomode em pagar por uma TV com altíssima resolução (como 4K e 8K).

Provavelmente, vamos jogos em transmissões Full HD, ou seja, com imagens de 1.920 pixels x 1.080 pixels.

As operadoras de TV por assinatura ainda não informaram, mas, se tudo seguir como foi há quatro anos, no máximo, a competição será transmitida em 4K (3.840 pixels x 2.160 pixels) para quem tiver assinado pacotes específicos com essa resolução.

A compra de uma TV modelo HD ou Full HD será suficiente para a maioria dos brasileiros. Mas, se você quiser algo mais novo e que seja compatível com imagens de melhor qualidade no futuro, aposte em uma 4K.

LED, LCD, OLED ou o quê?

As telas mais comuns em TV são as de LCD, ou de cristais líquidos. A tecnologia conta com uma iluminação de fundo LED que ajuda a "desenhar" a imagem exibida. Não são as mais modernas, mas são as mais baratas.

Já existem opções que aprimoram o LCD, como o Neo Qled da Samsung, que conta com mini-LEDs, ou o OLED da LG, em que os pixels (pontos minúsculos que formam a imagem) são orgânicos e se autoiluminam. Esse processo forma imagens com maior qualidade, contraste e nitidez.

Tanto a tecnologia OLED quando a de Mini-LED com pontos quânticos são mais caras. Por isso, a escolha vai depender do seu orçamento.

E o tamanho da tela?

A impressão que muita gente tem é a de que quanto maior a TV, melhor. Engano! Caso o espaço seja pequeno, comprar uma TV gigante pode ser um problema, porque não haverá distanciamento suficiente entre os olhos e a tela para que a imagem fique boa.

Quer uma dica? Meça a distância entre a TV e o sofá (ou onde você sentará). Depois, converta o valor para polegadas e divida o resultado por dois.

Exemplo: uma distância de 2 metros equivale a cerca de 79 polegadas. O tamanho sugerido é 79/2, que será igual a 39,5 polegadas. Portanto, uma TV de 40 polegadas dá conta do recado.

E não se esqueça de instalar a TV em um lugar onde não tome Sol e não seja muito quente.

HDR

Essa tecnologia melhora muito o nível de cores e contrastes das imagens —áreas escuras e muito claras passam a ter muito mais detalhes.

E isso não é frescura. Para o torcedor de sofá, essa melhoria faz diferença.

Taxa de atualização

A taxa de atualização da TV representa a fluidez das cenas e animações na tela. Quanto maior o número, melhor.

A maioria das TVs trabalha com 60 Hz (a imagem é atualizada 60 vezes por segundo), o que é suficiente para a maioria dos conteúdos que consumimos, como os jogos da Copa.

Porém, se depois de ver a seleção do Tite em campo, der vontade de jogar um Fifa no Playstation ou no Xbox, lembre-se que a experiência será muito melhor com modelos de TV com taxa de atualização de 120 Hz

Esse índice aumenta a responsividade (tempo de resposta) das imagens e pode definir o resultado do seu jogo. Você vai notar diferença até mesmo numa partida ao vivo de futebol.

Se você chutou que TVs com telas mais rápidas são mais caras, acertou.

Outras dicas

Preste atenção na quantidade de portas HDMI integradas na TV. Elas servem, por exemplo, para você ligar equipamentos como decodificadores de TV por assinatura, videogames e blurays.

TV com conexão Bluetooth é outro atrativo. Será possível ligar caixas de som, soundbars e fones de ouvido.

Para ter um som de qualidade —e ouvir o Galvão Bueno gritar "éééé do Brasil" mais alto— não deixe de verificar a potência dos alto-falantes, que podem chegar a 40W ou mais.

O sistema operacional da televisão também é algo importante. Hoje, muita gente assina diversos serviços de streaming como Netflix, Amazon e Disney Plus. Mesmo o YouTube é útil para rever os melhores momentos dos jogos.

Modelos mais antigos de TV podem não ter compatibilidade com serviços mais recentes de streaming, por exemplo. Verifique sempre o ano em que o modelo que está no seu radar foi lançado. Em posse da informação, pesquise quais plataformas ele funciona.

Curiosidades

Se o motivo para trocar sua TV é o medo de ver seus vizinhos gritando gol antes, fica aqui uma curiosidade: essa diferença, chamada de delay, tem a ver com a transmissão.

O sinal da TV aberta para a por assinatura costuma ser de dois segundos. As transmissões via internet (streaming) são ainda mais demoradas, por passarem por servidores de internet antes de chegar ao computador.

A qualidade das imagens influencia nesse processo. Por exemplo: um sinal em HD (com mais linhas de resolução e áudio digital com cinco canais) leva mais tempo para chegar até sua casa do que uma imagem com chuvisco e áudio estéreo.

Isso ocorre porque o conteúdo a ser transmitido precisa ser transformado em dados, que depois serão compactados para ficarem mais leves, e chegarem à sua TV.