PUBLICIDADE
Topo

Meta, dona do Facebook, revela luva que permite 'sentir' o metaverso

Luva com resposta tátil criada pela Meta permite "sentir" objetos virtuais - Divulgação/Meta
Luva com resposta tátil criada pela Meta permite 'sentir' objetos virtuais Imagem: Divulgação/Meta

Lucas Carvalho

De Tilt, em São Paulo

17/11/2021 08h18

Meta, o conglomerado dono do Facebook, Instagram e WhatsApp, continua investindo em sua visão do metaverso. Além de óculos com câmeras e mouses de pulso, a empresa revelou ontem (16) que também está trabalhando numa luva com "tato".

O protótipo, construído por sua divisão de pesquisa em realidade mista, o Reality Labs, usa uma série de pequenas bolsas nos dedos para gerar uma resposta tátil em quem o usa. Assim, a pessoa conseguiria sentir o toque em objetos virtuais, por exemplo.

A ideia é que essa luva seja usada em conjunto com outros gadgets para que possamos interagir com o vindouro metaverso, a versão em realidade virtual da internet que a Meta acredita ser o futuro da internet.

Mark Zuckerberg, presidente executivo da Meta e defensor dessa visão do metaverso, compartilhou em seu perfil no Facebook imagens suas usando a tal luva:

Como funciona?

A luva possui 15 pequenas almofadas de plástico, parecidas com ventosas, que podem inflar-se e gerar pressão em diferentes partes da mão, em sincronia com o objeto virtual que a pessoa estiver tocando.

As almofadas percorrem toda a palma da mão do usuário, até as pontas dos dedos. No pulso há um sensor com uma câmera que rastreia os movimentos da mão e dos dedos pelo ar, para "traduzi-los" para o mundo virtual.

Quando você toca um objeto em realidade virtual usando as luvas, as almofadas inflam para fazer você senti-lo como se ele fosse real, segundo os pesquisadores da Meta.

No vídeo de demonstração divulgado por Zuckerberg, o executivo aparece utilizando óculos de realidade virtual para interagir com uma mesa digital repleta de objetos e texturas diferentes. Ele até aparece brincando de jenga, aquele jogo em que você precisa retirar blocos de uma torre sem deixá-la desmoronar.

A luva, nesse caso, serve para Zuckerberg tocar nos objetos virtuais e, com ela, ter a sensação de estar tocando e apertando de verdade cada um deles, sentindo seus pesos e detalhes na superfície.

Segundo a Meta, o projeto está em desenvolvimento desde 2014, quando a empresa, então ainda chamada de Facebook, comprou a Oculus, startup que produz visores de realidade virtual para jogos em 3D. A primeira versão ficou pronta em 2015, e só servia para um dedo.

Quando vou poder usar?

Por enquanto, porém, a luva high-tech está longe de se tornar um produto que qualquer um possa comprar. Ninguém de fora da Meta ainda teve permissão para testar o protótipo, que, segundo a empresa, ainda está em fases iniciais de desenvolvimento.

Um dos obstáculos para o lançamento das luvas é o de torná-las menores e mais confortáveis de usar. O protótipo, além de pesado, vive preso a uma série de fios que o conectam aos computadores onde a simulação virtual está sendo renderizada.

Além disso, hoje a luva precisa ser produzida por uma impressora 3D com as medidas exatas da pessoa que vai usá-la, para que as almofadas fiquem justas o bastante para fazer pressão contra a pele. Não existe ainda um modelo "tamanho único".

"Com roupas em geral, esperamos que [essas luvas] sejam laváveis", explicou Katherine Healy, engenheira do Reality Labs, ao site americano The Verge. "Gostaríamos muito de poder criar uma luva que pudesse ser lavada. Como? Não sabemos ainda. Mas isso faz parte da nossa visão."

Assim como o mouse de pulso e os óculos inteligentes que a Meta está produzindo, a luva faz parte de um ecossistema de produtos que permitirão uma interação realista com as futuras aplicações do metaverso sonhado por Zuckerberg.

Mas esse futuro é uma visão de longo prazo. Sem dar prazos, a Meta diz que ainda faltam de 10 a 15 anos para que sua visão de metaverso se torne realidade e todos nós estejamos andando com óculos, luvas e pulseiras especiais para navegar na internet em 3D por aí.