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Sem revolução, novo Kindle Paperwhite melhora o que já era bom; testamos

5ª geração do Kindle Paperwhite traz a possibilidade de ajustar a temperatura da luz, deixando a leitura mais confortável - Getty Images
5ª geração do Kindle Paperwhite traz a possibilidade de ajustar a temperatura da luz, deixando a leitura mais confortável Imagem: Getty Images

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt, em São Paulo

17/11/2021 04h00Atualizada em 17/11/2021 15h58

O leitor de livros da Amazon Kindle Paperwhite chega à sua quinta geração quase dez anos depois de ser lançado. Apresentado mundialmente no fim de outubro, ele tem como um dos destaques a possibilidade de ajustar a temperatura da luz, deixando a leitura mais confortável.

O novo aparelho não traz nenhuma revolução, mas sim um aprimoramento. O leitor de livros digital vem em duas versões: uma mais básica, com 8 GB de capacidade e preço de R$ 649, e a Signature Edition, que tem 32 GB de armazenamento, funcionalidades exclusivas e preço de R$ 849.

A versão com mais memória está sendo vendida no Brasil a partir de hoje. Quer saber mais sobre o lançamento? Então fica ligado que Tilt testou a novidade.

Retroiluminação melhorada

Desde o lançamento de sua primeira geração, em 2007, o Kindle convenceu o público e se tornou um dos mais vendidos da categoria.

O leitor digital da Amazon ganhou espaço ao aliar características, até então, inovadoras: praticidade com seu tamanho compacto, a possibilidade de armazenar muitos livros, e um toque "analógico", com textura na tela imitando toque no papel.

Além disso, a tecnologia E-Ink, que lembra bastante uma página impressa, foi motivo de compra de muitos consumidores.

No caso do Kindle Paperwhite, que teve a primeira geração lançada em 2012, ele melhorou a experiência de leitura ao oferecer como diferencial a retroiluminação da tela, tornando possível usar o aparelho em condições antes não viáveis, como em ambientes escuros ou pouco iluminados.

Tela maior e com ajuste de temperatura

Indo direto ao ponto, a tela sempre foi o destaque do Kindle Paperwhite desde o seu lançamento e é nela que os esforços foram concentrados nessa nova geração.

O tamanho aumentou e passou de 6 polegadas (15,2 cm) para 6,8 polegadas (17,1 cm). São cerca de 2 centímetros a mais na diagonal do display, que fazem diferença.

Por conta disso, as dimensões e o peso do aparelho aumentaram. O novo Kindle é 9 milímetros mais largo e 7 milímetros mais alto do que sua geração anterior.

A espessura é praticamente a mesma, mas ele ficou 23 gramas mais pesado em comparação ao modelo anterior.

Novo Kindle Paperwhite - Rodrigo Lara - Rodrigo Lara
Imagem: Rodrigo Lara

Uma novidade bem-vinda é a possibilidade de escolher a temperatura de cor do display, variando desde um tom extremamente branco, quase azulado, até um alaranjado que lembra fotografias antigas. Para leitura à noite, por exemplo, o recomendado é deixar a tela em um tom mais quente. No aparelho anterior, essa função não existia.

No modelo Signature Edition, que é mais caro, um sensor pode mudar automaticamente as características da luz de acordo com o ambiente.

Para completar, a tela em si está mais brilhante: agora são 17 LEDs de retroiluminação, contra os cinco da versão antiga.

E em termos de aparência, o leitor digital passa a adotar bordas de tela mais finas.

Conforto visual

Novo Kindle Paperwhite - Rodrigo Lara - Rodrigo Lara
Imagem: Rodrigo Lara

A tela maior melhora a experiência com o Kindle Paperwhite, sem prejuízo em relação ao incremento nas suas dimensões e no seu peso. Mas é o ajuste de luminosidade o maior ganho.

O conforto proporcionado depende muito de cada pessoa, mas é notável a vantagem durante as sessões noturnas de leitura.

Usamos uma configuração bastante avermelhada. É algo a ser elogiado que essa função pode ser bastante individualizada. Ou seja, cada pessoa de uma casa pode usar da forma que achar mais confortável.

Novo cabo para recarga

Outra diferença na nova geração é que a recarga é feita via entrada USB-C e não por meio de uma entrada micro-USB.

A conexão do cabo, dessa forma, é mais fácil do que no modelo anterior, em que o cabo precisa ser posicionado no lado e na posição corretos da entrada.

A embalagem do aparelho vem com um cabo do tipo USB-C, mas não com um adaptador. Sugerimos usar um para celular que tenha entrada USB convencional.

O modelo Signature Edition traz um recurso exclusivo: a possibilidade de alimentar a bateria por meio de recarregadores por indução. Ou seja: sem fio.

A Amazon promete que cada carga de bateria no Kindle dura até dez semanas.

O que poderia ser melhor

Botões físicos para a troca de páginas, já disponíveis no Kindle Oasis, poderiam melhorar a navegação no novo Kindle Paperwhite e deixá-la mais prática.

A Amazon afirma que foi adotado um processador mais rápido, dando mais velocidade à mudança de páginas, mas isso é algo difícil de avaliar como uma grande melhora. De forma geral, a transição de página padrão nesses aparelhos nunca foi uma fonte de incômodo.

O Kindle Paperwhite continua sendo à prova d'água, com as mesmas especificações encontradas na geração anterior: resistência a mergulhos acidentais em até 2 metros de profundidade em água doce, por até 60 minutos, e 0,25 m por até 3 minutos na água do mar.

Outras características não citadas mantêm as definições do modelo anterior.

Vale a pena?

Se o orçamento permitir, a resposta é sim, vale a pena pagar R$ 150 a mais pelo novo Kindle Paperwhite, em relação à sua versão anterior. A tela maior e com mais recursos justifica o investimento adicional.

Já entre os dois novos modelos, com diferença de R$ 200 entre os preços, você vai ganhar: mais espaço de armazenamento, ajuste automático de luz e recarga sem fio. Mais espaço é bom, mas dá para ficar bem sem os dois outros recursos presentes na versão Signature Edition.

O UOL pode receber uma parcela das vendas pelos links recomendados neste conteúdo. Preços e ofertas da loja não influenciam os critérios de escolha editorial.