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Internet fixa: o que você precisa saber antes de escolher sua banda larga

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Imagem: Getty Images

De Tilt, em São Paulo

08/11/2021 04h00Atualizada em 01/12/2021 14h20

Com as demandas crescentes do home office e de entretenimento com serviços de streaming (como Netflix), ter uma internet fixa rápida e que não fique oscilando é essencial.

Por isso, se você está pensando em contratar um plano de banda larga residencial ou quer mudar o seu atual, existem vários pontos para se levar em consideração antes de abrir a carteira.

1. Velocidade de conexão

Este é um dos itens mais importantes da lista. Você pode medir a velocidade de download de programas para saber o quanto sua operadora entrega de velocidade — nós temos um teste para medir a velocidade da sua internet:

Caso não esteja funcionando bem para você, vale mesmo pesquisar outro pacote de internet móvel. No teste acima, as velocidades de downloads (baixar um arquivo) e uploads (subir um anexo de email, por exemplo) são indicadas, além da latência (o tempo de resposta). Para usar o site, não é preciso ceder nenhum dado pessoal.

Mesmo que tenha contratado o plano mais veloz, isso não significa que terá a conexão previamente adquirida, pois as empresas são obrigadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) a disponibilizar pelo menos 40% dela. Ou seja, se comprou 100 megas, pode ser que tenha em sua casa apenas 40.

Em 2021, a velocidade média contratada na internet residencial no Brasil tem sido de 78,75 Mbps (megabit por segundo), de acordo com relatório do Data Reportal, do início do ano.

Já o índice global da Speedtest, em sua versão mais recente (setembro deste ano), coloca esse número em 65 Mbps. O resultado é feito com base em um sistema que permite que internautas meçam a velocidade de internet (fixa e móvel).

Para muitas casas esse valor é suficiente, contudo, você precisa avaliar questões como o tipo de suas demandas diárias, quantidade de pessoas conectadas no local, aparelhos conectados ao mesmo tempo, entre outros.

Uma boa forma de calcular a sua necessidade de velocidade é se baseando na lista abaixo:

1Mb a 5Mb por pessoa da casa

  • Checagem de email
  • Uso de redes sociais
  • Assistir a vídeos no YouTube

5Mb a 10Mb por pessoa da casa

  • Assistir a séries e filmes em serviços de streaming como Netflix, Prime Video, Disney+ e UOL Play
  • Upload de arquivos grandes para a nuvem no Drive ou na iCloud

15Mb a 25Mb por pessoa da casa

  • Trabalho remoto por videoconferência
  • Jogar online
  • Baixar filmes e jogos pesados

Segundo ranking do Speedtest de 2019 (no levantamento mais atual), as operadoras nacionais abaixo possuem velocidades médias de conexão:

  • Claro Net Virtua: 45,52 Mbps
  • TIM Live: 40,11 Mbps
  • Vivo Fibra: 33,95 Mbps
  • Oi: 12,69 Mbps

2. De olho no tipo da rede: cabo, rádio e fibra óptica

Antes considerada privilégio das capitais, a internet por fibra óptica se espalhou pelo interior de vários Estados por meio dos provedores locais de internet, também chamados de ISPs.

Segundo dados recentes da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), 34,3% das conexões residenciais do país já são feitas por fibra, puxadas, em grande parte, por essas empresas regionais.

A fibra óptica permite maior velocidade de transmissão de dados do que os tradicionais cabos coaxiais (para transmissão dos sinais), contudo, não está presente em todos os municípios. Além disso, tem um custo mais alto nos planos das operadoras.

A rede a cabo coaxial é mais comum nas cidades, com melhor preço, mas apresenta limitações de velocidade em comparação com a fibra. Por isso, valem as pesquisas de preço.

Para áreas onde nem a fibra nem o cabo comum chegam, as alternativas são a internet via rádio e a conexão móvel via rede de telefonia celular. Ambas têm a desvantagem de disponibilizarem conexões mais lentas e menos estáveis em comparação com redes cabeadas.

3. Provedores locais e grandes operadoras nacionais

Os provedores regionais de internet se popularizaram no país nos últimos anos e ganharam boa parte do mercado. Segundo dados da Anatel e da consultoria Teleco, já são mais de 14 mil provedores locais no Brasil que, juntos, superam o número de assinantes das grandes empresas de internet.

Eles estão presentes em cidades menores e regiões mais distantes das capitais. Alguns deles estão também nos centros urbanos e oferecem planos com bom custo-benefício e boa velocidade de conexão.

Ao mesmo tempo, as grandes operadoras ainda são opções procuradas pelos consumidores que precisam de velocidade, maior oferta de planos, estabilidade de conexão e podem pagar a mais por isso.

Elas também possuem uma ampla rede de atendimento ao cliente e assistência técnica especializada, o que pode fazer a diferença em caso de problemas de indisponibilidade da rede.

A Anatel realiza todos os anos pesquisas de satisfação e qualidade entre as empresas do ramo e faz um ranking das melhores do país.

Em 2020 as melhores colocadas foram as empresas locais — não custa lembrar que a base de clientes das operadoras locais é bem menor que das grandes teles. Confira as pontuações:

  • Unifique (7,76)
  • Brisanet (7,73)
  • Algar (7,13)
  • TIM (6,91)
  • Vivo (6,8)
  • Sercomtel (6,65)
  • Claro/NET (6,52)
  • Sky (6,08)
  • Oi (5,78)

Quando se trata da velocidade, a Netflix ajuda os consumidores nessa escolha medindo mensalmente a performance média das maiores provedoras brasileiras durante o seu horário nobre noturno, quando muitos usuários assistem seus filmes e séries ao mesmo tempo.

Segundo o índice da gigante do streaming, o ranking de velocidade brasileiro contou com um empate no primeiro lugar entre várias operadoras:

1º com 3,6 Mbps

  • Algar Fibra
  • Brisanet
  • Claro Fibra
  • Oi Fibra
  • Tim Live Ultrafibra
  • Vivo Fibra

2º com 3,4 (Mbps)

  • Algar Cabo/DSL
  • Claro Net Virtua Cabo
  • Tim Live Ultra Fibra
  • Vivo Internet Cabo/DSL

3º com 2,6 (Mbps)

  • Oi Internet DSL

4. Escolha do plano

Para pesquisar o melhor plano de banda larga ofertado na sua região, sites de comparação como o Melhor Plano, Compara Plano e Melhor Escolha podem ajudar.

Eles reúnem uma base de dados de empresas e planos disponíveis em diferentes regiões. A partir deles, indicam as opções baseadas na sua localização e preferências.

5. Combos podem ser vantajosos

As grandes operadoras, em geral, costumam oferecer planos mais generosos de banda larga residencial dentro dos combos que reúnem internet, TV por assinatura e telefone fixo.

Nos últimos anos, novos serviços como gratuidade ou desconto em assinatura de streamings como a Netflix, Prime Video e Disney + passaram a integrar alguns deles. Dependendo do caso, a economia de pagar as plataformas avulsa compensa. Outros oferecem benefícios em planos de internet móvel.

Assinaturas de internet banda larga avulsas podem sair mais caras fora do combo. Contudo, o preço total da assinatura de um combo costuma ser maior. É importante colocar todos os cálculos na ponta do lápis.

6. Contrato e fidelização

Por fim, preste bastante atenção aos termos do contrato da sua banda larga antes de confirmar a assinatura. As maiores operadoras do país estabelecem planos de fidelização a partir de seis meses, sendo os mais comuns 12 meses. Isso significa que qualquer alteração de plano e cancelamento podem acarretar multas que podem chegar ao custo de três mensalidades inteiras.

O UOL pode receber uma parcela das vendas de planos de telefonia sugeridos ao final do teste de velocidade.