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Pixel 6 e 6 Pro: o que estão dizendo dos novos celulares do Google

Google Pixel 6 Pro - Reprodução/@evleaks
Google Pixel 6 Pro Imagem: Reprodução/@evleaks

Colaboração para Tilt, em São Paulo

06/11/2021 04h00

O celular Google Pixel 6, lançado há poucas semanas, parece ser o aparelho mais intrigante que a empresa já criou, de acordo com análises feitas por jornalistas de sites especializados em tecnologia. Esse balanço se dá pelas melhorias técnicas em comparação com a linha anterior, o que inclui um processador criado pela própria companhia.

O lançamento conta com duas versões: o Pixel 6 Pro no valor de US$ 899 (R$ 4.994,57 na conversão direta e sem impostos) e o Pixel 6 de US$ 599 (R$ 3.327,86).

Os dois aparelhos não possuem data para chegar no Brasil (nenhum outro Pixel chegou a ser comercializado oficialmente por aqui). Contudo, os celulares do Google são conhecidos pela câmera de alta qualidade, que rivaliza com os melhores telefones da Samsung e da Apple, e pelo Android sempre atualizado e configurado pela empresa.

Esse combo faz algumas pessoas comprarem o smartphone fora do Brasil para usar no país. Confira abaixo os destaques de quem já viu os celulares do Google de perto.

Design e tela resistente

A parte traseira da linha Pixel 6 é feita de vidro brilhante com dois tons e cores suaves: Stormy Black (preto), Sorta Sage (verde) ou Kinda Coral (vermelho/coral).

O aparelho é coberto com o Gorilla Glass 6, vidro resistente que diminui as chances de o celular se quebrar por inteiro quando ao cair no chão. A tecnologia, presente em diferentes smartphones do mercado, é desenvolvida pela empresa norte-americana Corning e possui um reforço de resistência feito por meio de produtos químicos.

A lateral é de alumínio polido.

Pixel 6 Pro - Google - Google
Pixel 6 Pro
Imagem: Google

A tela Oled, também feita com Gorilla Glass, exibe cores vivas e bastante brilho. Nessa tecnologia de display, cada pixel do visor tem emissão de luz própria. Dessa forma, quando a tela exibe a cor preta em determinado ponto, o Oled é desligado ali, economizando, assim, energia.

O display de 6,7 polegadas pertence ao Pixel 6 Pro, o maior de todos os celulares Pixel. A tem taxa de atualização de 120 Hz, permitindo transições de imagens mais suaves e realistas. A média do mercado de celulares ainda gira em torno de 60 Hz.

Já o Pixel 6 trabalha com uma tela de 6,4 polegadas, com 90 Hz de taxa de atualização.

Software e processador próprio

Os novos modelos são os primeiros smartphones a serem enviados com Android 12 e Material You, nova linguagem de design do Google.

O Material You permite alterar as cores do sistema operacional do seu aparelho baseando-se em seu papel de parede. Dessa forma, caso você escolha um wallpaper com uma cor mais avermelhada, todo o sistema seguirá essa cor.

Outra novidade fica por conta do processador criado pela própria empresa, o Google Tensor. De acordo com a fabricante, ele tem inteligência artificial que decide como rodar aplicativos e executar tarefas de forma mais rápida e eficiente.

Em comparação com o processador usado no Pixel 5, o novo chip da empresa é 80% mais rápido em desempenho geral e 370% mais rápido no desempenho gráfico.

O Tensor é o responsável por alimentar muitos dos recursos de aprendizado de máquina dos novos telefones. Por exemplo: é ele que ajuda a potencializar alguns dos recursos de aprimoramento de fotos que veremos mais adiante.

De acordo com Philip Michaels, redator do site especializado Tom's Guide, o novo processador está no mesmo patamar que o Snapdragon 888, chip usado em muitos aparelhos Android, como o Galaxy S21 e o OnePlus 9.

Em um teste de Michaels usando Adobe Premiere Rush para transcodificar vídeo 4K para 1080p, o Pixel 6 terminou o trabalho em 49 segundos contra 26 segundos do iPhone 13. Enquanto isso, o Galaxy S21 e o OnePlus 9 levaram um pouco mais de 1 minuto para finalizar a tarefa.

Ao mesmo tempo, o Pixel 6 teve um desempenho menor no Geekbench 5, aplicação que permite fazer testes de performance de smartphones.

O chip do celular do Google teve pontuação single de 1.029 e multicore (múltiplos núcleos) de 2.696, resultados atrás do desempenho do Galaxy S21 (1.048 e 3.302) e o OnePlus 9 (1.126 e 3.618).

O Tensor também não conseguiu combater o iPhone 13 com o processador Bionic A15, que também ultrapassa o Snapdragon 888, segundo os dados do aplicativo.

O Pixel 6 Pro (o maior celular) teve pontuação single de 1.027 e multicore de 2.760 no Geekbench 5, contra 1.720 e 4.549 do iPhone 13 Pro Max.

Já em testes realizados por Ben Schoon, redator do 9to5Google, o desempenho do Tensor, segundo ele, foi virtualmente indistinguível do Snapdragon 888 usado nos carros-chefes Samsung e OnePlus recentes", conta.

Câmeras

O Pixel 6 possui uma câmera principal de 50 MP e uma lente ultrawide (grande angular que oferece um maior campo de visão) de 12 MP, além de uma câmera de selfie de 8 MP.

Por mais que não tenha uma lente teleobjetiva (fotografar algo mais distante), o modelo conta com o recurso Super Res Zoom, com alcance digital de até 7x. Segundo a empresa, a foto permanece nítida e focada.

Já o Pixel 6 Pro tem com sensor principal de 50 MP, ultrawide de 12 MP, uma lente telefoto que permite capturar imagens de objetos aproximados com mais detalhes com um sensor de 48 MP.

A câmera de selfie tem 11,1 MP. Além disso, o modelo permite um zoom de 4x e um digital de até 20x.

Além do Modo Retrato (que desfoca o fundo) e Visão Noturna (clareia fotos em ambientes com pouca luz), o aplicativo da câmera conta com novidades.

O Motion Mode é uma nova seção com dois recursos: o Action Pan e o Long Exposure. O primeiro foca em um objeto/pessoa em movimento e desfoca o fundo. O segundo adiciona o efeito de desfoque em objetos em movimento dentro da cena.

Graças ao processador Tensor, os celulares oferecem também os recursos:

  • Magic Eraser: pode ser considerado um Photoshop instantâneo para remover objetos indesejados das fotos.
  • Face Unblur: usa imagens das câmeras e detecção de rosto para criar fotos mais nítidas.
  • Speech Enhancement: processa simultaneamente sinais de áudio para isolar a fala e, assim, reduz ao máximo o ruído de fundo de um vídeo gravado.

Novos recursos

Um dos recursos mais interessantes que o Google implementou no novo Pixel é o assistente de digitação por voz. O Pixel 5 não trabalhava com isso.

Em qualquer barra de digitação ou campo de texto, você pode dizer "Ok Google, digite" e começar a falar. A função serve até mesmo quando o aparelho está offline.

Pixel 6 digitação por voz - Google - Google
Pixel 6 digitação por voz
Imagem: Google

Para direcionar a mensagem, basta dizer "Enviar". O recurso é programado para entender quando você quer realmente enviar o texto ou digitar a palavra "enviar".

O Call Screen é um recurso interessante para chamadas de spam, segundo análises feitas dos lançamentos. Ele faz uma triagem automática de números suspeitos e tira essas distrações do seu dia.

Há também o Direct my Call, que, quando você liga para uma empresa com um menu automatizado, mostra na tela o que a voz automatizada diz e quais opções de menu você pode escolher através dos botões numéricos tocáveis.

Além disso, o Google oferece o recurso Wait Times, que mostra uma estimativa de quando essa linha pode estar ocupada.

Outra novidade útil é o Live Translate, capaz de identificar mensagens em outro idioma e permitir que você responda na mesma língua sem a necessidade de abrir um app de tradução.

Bateria

Com bateria de 5.003 mAh no Pixel 6 Pro e 4.614 mAh no Pixel 6, o Google diz que os novos modelos são capazes de durar o dia todo.

Em testes realizados pelo site Tom's Guide, o Pixel 6 durou 8 horas e 13 minutos conectado na rede 5G da T-Mobile, operadora norte-americana. Esse resultado ficou quase duas horas abaixo da média dos smartphones concorrentes.

Com um chip de celular que capta sinal LTE (3G/4G), o aparelho aguentou cerca de 10 horas e 52 minutos. Uma média mais parecida com os outros aparelhos.

Nos testes com o Pixel 6 Pro surpreenderam, o aparelho durou cerca de 7 horas e 50 minutos, enquanto o iPhone Pro Max aguentou 12 horas e o Galaxy S21 Ultra entre 10 horas e 07 minutos e 11 horas e 25 minutos.

A porta USB-C tem velocidades de 30 W, mas é preciso ter a fonte de carregamento correta - o que o Google não inclui na caixa e terá um valor de US$ 25 (R$ 138,89, na cotação atual).

Veredicto: vale a pena?

Os reviews analisados se mostraram bastante otimistas com a chegada do novo modelo Pixel. São celulares com ótimas câmeras e processador promissor.

Além disso, há a questão do preço. O Pixel 6 Pro é mais acessível do que o Galaxy S21 Ultra e o iPhone 13 Pro Max, por exemplo.

O Tom's Guide destaca que o Pixel 6 é o melhor telefone que o Google já fez. Contudo, de acordo com o site, isso não significa que está pronto para bater de frente com os carros-chefe da Apple e da Samsung.

O site 9to5Google vê poucas vantagens do Pixel 6 Pro em relação ao Pixel 6. O mais avançado possui câmera teleobjetiva, tela melhor e memória adicional, mas não valem o dinheiro extra.

"No entanto, sinto-me confiante em dizer que praticamente qualquer pessoa ficaria feliz com o Pixel 6 Pro, algo que acho que nunca disse sobre um Pixel carro-chefe desde o primeiro. Este é o que todos nós estávamos esperando", destaca a análise.

"O melhor de tudo é que o Google está oferecendo a você todos esses recursos principais por centenas de dólares a menos do que a concorrência", descreve o site Engadget.

*Com matéria de Lucas Carvalho