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Para brigar com Xiaomi, Positivo traz celular chinês ao Brasil por R$ 1.499

Infinix Note 10 Pro é o primeiro celular da Positivo em parceria com a chinesa Transsion - Divulgação/Positivo
Infinix Note 10 Pro é o primeiro celular da Positivo em parceria com a chinesa Transsion Imagem: Divulgação/Positivo

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt, em São Paulo

25/10/2021 13h24Atualizada em 25/10/2021 17h18

A Positivo anunciou nesta segunda (25) uma parceria com a Transsion, uma fabricante chinesa de celulares. A ideia é lançar os celulares da marca Infinix no Brasil e, por tabela, passar a atuar em um segmento superior desse mercado. Os aparelhos serão fabricados no país e terão assistência técnica local.

Apesar de pouco conhecida no Brasil, a Infinix tem uma grande presença em mercados emergentes, em especial no continente africano. Por lá, a marca é líder de mercado, com 47% de participação, o que a coloca à frente da líder global Samsung.

Atualmente, a Positivo tem 2% do mercado brasileiro de telefones e atua apenas com produtos mais simples, desde celulares sem acesso à internet até a linha Quantum, com celulares com mais funções, mas ainda numa faixa abaixo dos R$ 1.000.

Essa linha, aliás, deixará de ser usada em celulares para o consumidor final e se concentrará em soluções para o mercado corporativo, como máquinas de pagamento por cartão, por exemplo.

Ênfase no custo-benefício

O primeiro modelo dessa parceria é o Infinix Note 10 Pro, um aparelho que chega por R$ 1.499 em sua versão com armazenamento de 128 GB (R$ 1.699 com 256 GB).

Trata-se de um aparelho de grande porte, com tela de 6,95 polegadas (17,65 cm), processador MediaTek Helio G95 —o mesmo do Moto G60s, da Motorola, e do Redmi Note 10s, da Xiaomi—, conta com 8 GB de RAM e bateria de 5.000 mAh.

A câmera traseira quádrupla de 64 MP conta com funções como modo macro, para fotos tiradas bem de perto sem perder foco, e modo noturno, para clarear a cena sem usar o flash.

O sistema operacional é baseado no Android 11, porém modificado pela Infinix. Inicialmente, será vendido no Brasil em duas cores: preta e branca —esta última traz um efeito de mudança de cor conforme o ângulo que se olha para o aparelho.

Segundo a Positivo, o celular deve ser comparado ao Galaxy A72, da Samsung, ao Redmi Note 10 Pro, da Xiaomi, e à linha Edge, da Motorola, embora tenha uma ficha técnica mais modesta que eles. Chama a atenção o fato de que os aparelhos citados têm preço próximo dos R$ 2.000, consideravelmente acima do cobrado pelo Infinix Note 10 Pro.

Além disso, a Positivo oferece garantia de dois anos para o aparelho.

"O que nós fizemos foi correr para fazer o produto no Brasil e, assim, atuar com um preço agressivo e conseguir causar um impacto grande no mercado brasileiro", explica Norberto Maraschin, vice-presidente de negócios de consumo da Positivo.

A Positivo não comenta sobre o tamanho da fatia do mercado que pretende abocanhar com a novidade, mas diz que não quer "dar traço" e, sim, ser relevante neste sentido.

Para 2022, a ideia é ter pelo menos oito modelos Infinix à venda no Brasil, sendo que quatro destes chegam no primeiro trimestre do ano. A ideia é atuar com modelos que custem entre R$ 1.000 e R$ 2.999.

Ficha técnica: Infinix Note 10 Pro

  • Tela: 6,95 polegadas; FHD+ (1080 x 2460); IPS LCD; 90 Hz
  • Processador: MediaTek Helio G95;
  • Memória: 8 GB de RAM;
  • Armazenamento: 128 GB ou 256 GB;
  • Câmeras: 64 MP (principal), 8 MP (ultra-wide), 2 MP (profundidade), 2 MP (monocromático); frontal de 16 MP;
  • Bateria: 5.000 mAh.