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Por que ser humano é inferior na tese de criação do Universo em laboratório

O astrônomo Avi Loeb acredita que a civilização humana está no nível 3 da escala civilizacional do Universo - Reprodução/Universidade de Harvard
O astrônomo Avi Loeb acredita que a civilização humana está no nível 3 da escala civilizacional do Universo Imagem: Reprodução/Universidade de Harvard

Colaboração para o UOL, em Santos

22/10/2021 11h53Atualizada em 23/10/2021 13h34

As teorias propostas pelo astrônomo Avi Loeb, ex-reitor da Universidade de Harvard, nos EUA, são sempre cercadas de polêmica. Recentemente, ele sugeriu que o nosso Universo foi criado em laboratório, por uma raça superior. Para ele, os humanos estariam ainda engatinhando no terceiro escalão de um ranking civilizatório, a "classe C" dos seres vivos.

Loeb disse que, como nosso universo tem uma geometria plana com energia líquida zero, civilizações avançadas podem desenvolver uma tecnologia para criar um "universo bebê" do nada por meio de túneis quânticos.

Ele explica que, quando se propõe teorias envolvendo civilizações mais avançadas, devemos primeiro classificar essas civilizações no universo. De acordo com sua teorização, a civilização humana atual pertence à civilização da classe C, dois escalões abaixo das de Classe A, que criaram nosso universo na sua teoria.

De acordo com os padrões atuais de Loeb, a civilização cósmica pode ser dividida em 4 níveis.

  • Classe A: recriando o Universo.
  • Classe B: Não é afetado pelas condições estelares, pode ajustar o ambiente circundante.
  • Classe C: ainda não é capaz de criar um ambiente habitável e depende da estrela hospedeira.
  • Classe D: destruirá o meio ambiente do planeta e dificultará a sobrevivência.

A civilização humana atual é classificada como Classe C, porque no processo de declínio da energia solar, os seres humanos enfrentam condições adversas e não conseguem recriar condições de vida adequadas na Terra.

Risco de cair para o nível D

Além de estarmos no terceiro escalão, diz o pesquisador, corremos o risco de cairmos no ranking para o nível D, porque à medida que as mudanças climáticas se intensificam, o ambiente de vida da Terra pode piorar.

Porém, se no futuro nossa tecnologia se desenvolver a ponto de ser independente do sol, a civilização humana se tornará uma civilização de classe B. Se pudermos criar nosso próprio "universo bebê" em laboratório no futuro, nos tornaremos uma civilização classe A.

"Claro, ainda existem muitos obstáculos para atingir o objetivo de fazer o universo por si mesmo", explica o professor. "O maior obstáculo é que não podemos gerar 'densidade de energia escura suficientemente grande' em uma área pequena."

Porém, Loeb avisa que, assim que esse problema seja resolvido, a civilização humana também será capaz de criar um "universo bebê" por conta própria.

"Devemos nos permitir olhar humildemente através de novos telescópios, conforme previsto pelo recém-anunciado Projeto Galileo, e procurar criaturas mais inteligentes em nosso bloco cósmico", diz o astrônomo em um artigo redigido para a Scientific American.

"Caso contrário, nossa 'egotrip' pode não terminar bem, da mesma forma que a experiência dos dinossauros, que dominaram a Terra até que um objeto do espaço borrou suas ilusões", afirma ele.