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'Colonizar': os planos de Musk para humanos e fábrica da Tesla em Marte

Helicóptero Ingenuity da Nasa, em missão em Marte - NASA/JPL-Caltech
Helicóptero Ingenuity da Nasa, em missão em Marte Imagem: NASA/JPL-Caltech

Felipe Mendes

Colaboração para Tilt, em São Paulo

15/10/2021 10h40

Não é segredo para ninguém que o bilionário Elon Musk está praticamente "criando" uma nova constelação com seus satélites Starlinks ao redor da Terra. O bilionário dono da Tesla já enviou mais de 900 satélites e pretende ter 4.400 em órbita com objetivo de estender banda larga a clientes de áreas rurais de difícil acesso.

A SpaceX ganhou quase US$ 900 milhões (cerca de R$ 4,9 bilhões, na cotação atual) em subsídios da FCC (Comissão Federal de Comunicações, em português) nos Estados Unidos recentemente para apoiar a implantação do Starlink.

Mas, ao que parece, os planos do bilionário vão além de levar internet a quem ainda não possui. Em conversa recente com acionistas, Musk afirmou que imagina a construção de fábricas da Tesla em Marte dentro dos próximos 40 anos e, mais do que isso, afirmou acreditar que até 1 milhão de pessoas possam viver no planeta vermelho até 2050.

"Gostaria de ver isso antes de morrer. Então, eu não sei o que teremos daqui 40 anos, esperançosamente, antes de morrer... Isso seria bom", afirmou ao responder uma pergunta dos acionistas da Tesla sobre a instalação de fábricas em Marte, segundo reportagem do site Fox Business.

A Tesla possui hoje quatro fábricas, na Califórnia, Buffalo, Nova York, Nos Estados Unidos, e em Xangai, na China. Além disso, a empresa está construindo outras duas, uma em Berlim, na Alemanha, e outra em Austin, no Texas.

Elon Musk revelou, em uma série de tweets, um ambicioso plano para enviar humanos a Marte até 2026, o que seria 7 anos antes do estipulado pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos. Para isso, o bilionário quer construir cem aeronaves por ano e enviar 100 mil pessoas da Terra para o planeta vermelho sempre que as órbitas dos planetas estiverem alinhadas.

O protótipo mais recente, a Starship 20, foi aprovada no final de setembro em teste criogênico de resistência, ou seja, a espaçonave recebeu grandes quantidades de nitrogênio líquido para simular a temperatura de seu combustível.

A Starship ainda passará por alguns testes de temperatura em 2021 para provar que ela é capaz de ir e voltar de viagens à órbita da Terra.

Mas como viver em Marte?

Essa é uma boa pergunta! O bilionário afirma que é possível construir cúpulas de vidro capazes de abrigar até 1 milhão de pessoas até 2050. Essas cúpulas tornariam o planeta vermelho "habitável", já que trariam as condições necessárias para a vida humana.

Musk também disse que com isso seria possível criar muitos empregos em Marte e chegou a responder um usuário do Twitter sobre como as pessoas seriam selecionadas para serem levadas ao planeta vermelho.

"O projeto precisa ser de uma forma que qualquer um possa ir se quiser, com empréstimos disponíveis para aqueles que não têm dinheiro", afirmou. O próprio bilionário também comentou os motivos de estar com tantos projetos atualmente.

"[Os projetos] vão ajudar a pagar [a viagem]. É por isso que estou acumulando ativos na Terra", publicou na internet.

Isso explica um pouco a disputa entre os bilionários pelo espaço. Segundo o site Axios, concorrentes da Tesla, como Amazon, estão pressionando a Comissão Federal de Comunicação dos Estados Unidos para frustrar os planos de Musk com a Starlink.

A Comissão votou nesta semana para explorar a possibilidade de empresas entregarem serviços sem fio 5G nas mesmas ondas que a SpaceX está usando para seu programa de banda larga via satélite. O Projeto Kuiper, da Amazon, também planeja usar constelações de satélites para fornecer banda larga de alta velocidade aos clientes — a Amazon, inclusive, já recebeu autorização para 3.226 satélites para fornecer banda larga.

De acordo com o site Axios, a SpaceX teme que os serviços 5G interfiram no funcionamento da Starlink. Elon Musk chegou a ligar para o presidente da FCC, Ajit Pai, e para outros comissários para alertar contra esse "risco grave".