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iPhone 13: Apple diminui entalhe, mas mudança vai fazer diferença?

iPhone 12 (esq.) e iPhone 13 (dir.): entalhe diminuiu, mas continua grande - Reprodução/Apple
iPhone 12 (esq.) e iPhone 13 (dir.): entalhe diminuiu, mas continua grande Imagem: Reprodução/Apple

Melissa Cruz Cossetti

Colaboração para Tilt, do Rio de Janeiro

15/09/2021 15h13

A Apple lançou ontem (14) a sua linha de celulares iPhone 13 com quatro novos aparelhos. Confirmando rumores, a empresa reduziu o tamanho do notch, aquele recorte na parte superior da tela que abriga a câmera de selfie. Mas, na prática, ela mudou, mas não mudou muito.

Em tempos de smartphones com tecnologia de câmera frontal mais discreta na tela —como Galaxy Z Fold 3 e o Xiaomi Mi Mix 4—, o entalhe dos novos iPhones ainda marca (bastante) presença. A Apple diz que a redução foi de 20% em comparação com a linha iPhone 12 (de 2020).

Observando imagens dos dois modelos dá para perceber a largura menor do entalhe, mas ele ficou um pouco mais alto. A mudança acontece graças ao reposicionamento do alto-falante, que agora fica bem na parte superior, e da câmera frontal do smartphone.

1ª grande mudança em quatro anos

Desde 2017, quando a fabricante lançou o iPhone X, o celular da Apple tem usado esse formato de recorte na tela. Esse "dente" existe para abrigar elementos importantes além da câmera frontal, como sensores para o reconhecimento facial e o flash. O desafio da Apple é fazer tudo isso funcionar em uma estrutura mais discreta.

O formato retangular de notch se tornou tendência no mercado de smartphones, mas outros padrões de entalhe passaram a dominar a maior parte dos celulares vendidos hoje — como o gota (veja mais a seguir).

Mas a Apple decidiu manter essa "barra" mais larga por anos. Só com o iPhone 13 é que ele recebeu uma mudança mais significativa.

A fabricante não detalhou as dimensões oficiais. Será preciso ver os aparelhos de perto para saber se essa alteração faz muita diferença no uso. Mas, segundo o site 9to5mac, o entalhe parece ter ficado cerca de 1 mm mais alto. Coisa bem pouca e, talvez, quase imperceptível do ponto de vista prático.

Alternativas ao recorte retangular

Focados em deixar o notch mais discreto em suas telas, algumas fabricantes de aparelhos com Android passaram a usar alternativas como: um simples furo no display, recorte em formato de gota ou mesmo de um slider oculto (situação em que a câmera fica embutida no corpo do aparelho e escorrega para fora ao comando do usuário).

O Samsung Galaxy S9, de 2018, por exemplo, já trabalhava com o que ficou conhecido como hole punch (furinho na tela). A sua adoção se manteve no atual Galaxy S21. Já a linha dobrável ganhou um modelo com UDC (em inglês, under display camera, ou câmera escondida embaixo da tela) no Galaxy Z Fold 3.

O Galaxy Z 3 Flip traz uma câmera de selfie "normal", com furo. A linha Galaxy A também leva um hole punch, diferente da Galaxy M que mantém notch, ainda que pequeno.

Em 2019, as fabricantes Xiaomi e Oppo mostraram aparelhos com "câmera oculta", totalmente sob a tela, sem qualquer sinal de notch ou hole punch. Contudo, críticas sobre a qualidade das imagens capturadas com a câmera escondida não foram poucas.

A Xiaomi chegou a vir a público para dizer que celular com câmera oculta não é para selfies, mas para quem deseja obter uma tela 100% sem interferências, mas com baixa exigência na qualidade das suas selfies.

Assim como a chinesa, a Samsung avisa que a sua tecnologia não tem foco tão grande na qualidade das fotos. Segundo a sul-coreana, há "pixels mínimos aplicados na parte superior do orifício da câmera", o que aumenta a área de visibilidade, deixando a tela "ininterrupta". Você encontra hoje tanto o Mi Mix 4, quanto o Galaxy Z Fold 3, com câmeras do tipo UDC.

Quem tentou outro caminho, enveredou pelos sliders (ou câmeras pop-up). Sem entalhes atrapalhando o que se vê na tela, os telefones pop-up oferecem câmeras com ótima resolução (pois sobra espaço para elas) e também oferecem tranquilidade aos usuários mais focados na privacidade, já que a câmera frontal está sempre oculta no aparelho.

Desde 2018 — quando foi lançado o primeiro celular com câmera retrátil, o Vivo Nex — vários fabricantes já apostaram nesse tipo de design, como Asus, Lenovo, Xiaomi, Oppo, Huawei, Motorola e Samsung. A sul-coreana, curiosamente, ainda apostou num modelo de "câmera giratória", no Galaxy A80, que funciona como câmera frontal ou traseira ao girar.

iPhone sem notch pode chegar em 2022

Recentemente, a aparição no programa Ted Lasso (série da Apple TV+) de um celular com sistema parecido com o iOS (da Apple) sem qualquer sinal de notch deu falsas esperanças a quem queria se ver livre do entalhe já no iPhone 13. O aparelho aparece muito brevemente em apenas duas cenas — especificamente no episódio seis "The Signal" — e apresenta um display com aproveitamento total, sem recortes.

Muita gente achou que poderia ser um vazamento do iPhone 13, mas o evento da Apple de ontem provou que este não era o caso.

Depois de quatro gerações de iPhones com notch, espera-se que um possível iPhone 14, no próximo ano de 2022, finalmente abandone o entalhe, substituindo-o por uma câmera hole-punch (furo na tela) no melhor estilo de celulares concorrentes com Android. Já andam saindo alguns rumores sobre isso. Será?