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Homem se finge de técnico da Apple para roubar 629 mil nudes nos EUA

Acusado confessou crime e disse que roubou mais de 620 mil fotos e 9 mil vídeos - iStock
Acusado confessou crime e disse que roubou mais de 620 mil fotos e 9 mil vídeos Imagem: iStock

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/08/2021 11h14

Um homem da Califórnia (EUA) admitiu que se passava por um técnico da Apple e, com isso, roubou 629 mil fotos e vídeos íntimos de mulheres. Hao Kuo Chi, de 40 anos, era conhecido como David nas redes sociais e atendia com a conta "icloudripper4you" para atender as vítimas.

Ele foi acusado pelos crimes de conspiração e fraude cibernética, segundo um relatório da polícia da Flórida (EUA).

Segundo o portal The Register, Chi atuou entre setembro de 2014 e maio de 2018, período em que obteve IDs da Apple e as senhas das vítimas se passando por um representante de suporte técnico credenciado da marca.

Enquanto efetuava a suposta manutenção, aproveitava para procurar arquivos íntimos nas galerias das "clientes". Em seguida, compartilhava as mídias com outras pessoas por um "serviço de e-mail criptografado de ponta a ponta baseado no exterior para manter o anonimato", conforme o relatório.

Após confessar o crime, Chi também revelou a quantidade material privado obtido. Foram mais de 306 contas ICloud acessadas, a maioria de mulheres jovens, nos estados do Arizona, Califórnia, Connecticut, Flórida, Kentucky, Louisiana, Maine, Massachusetts, Ohio , Pensilvânia, Carolina do Sul e Texas.

"Chi e seus conspiradores procuraram fotos e vídeos nus armazenados nas contas da vítima no iCloud, que eles se referiram como 'vitórias', e coletaram, compartilharam e trocaram 'vitórias' entre si", informou a investigação.

Segundo o Los Angeles Times, agentes do FBI encontraram mais de meio milhão de e-mails em duas contas do Gmail usadas no esquema. Contas no Dropbox do acusado tinham cerca de 620 mil fotos e 9 mil vídeos. Não ficou claro se o homem efetuava os serviços de forma remota ou presencial.

Procurados pelo The Register, a Apple e a defesa de Chi não se manifestaram. Se condenado, o acusado pode pegar até cinco anos de prisão por cada um dos crimes.