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Com bluetooth e LCD, Lego do Super Mario faz game virar jogo da vida real

Kit Lego Super Mario - Luigi - Claudio Prandoni
Kit Lego Super Mario - Luigi Imagem: Claudio Prandoni

Claudio Prandoni

Colaboração para Tilt, em São Paulo

24/07/2021 04h00Atualizada em 25/07/2021 09h16

Como inovar e atualizar um brinquedo com mais de 70 anos de carreira pelo mundo? No caso das pecinhas de plásticos Lego, um dos caminhos foi unir tecnologia, videogame e nostalgia. Foi o que ela fez com o kit Lego Super Mario, em que o personagem principal celebra 40 anos de sua primeira aparição — jogo Donkey Kong - em 2021.

Lançado em agosto de 2020, após mais de quatro anos de desenvolvimento, o brinquedo vai ganhar uma expansão em vários países (incluindo o Brasil) em agosto para celebrar um ano da linha. O herói famoso terá agora a companhia do irmão Luigi, trazendo para os brinquedos a magia do multiplayer (mais de uma pessoa joga ao mesmo tempo) virtual dos videogames.

A fabricante dinamarquesa já vinha se aventurando com experimentos kits educacionais de robóticas e chegou a licenciar grifes de sucesso dos jogos eletrônicos como Minecraft e Overwatch. Mas nada disso se equipara ao nível de complexidade da linha Lego Super Mario.

Tilt teve acesso antecipado ao kit com o novo boneco do Luigi e conta agora como eles são.

Luigi e Yoshi rosa - Claudio Prandoni - Claudio Prandoni
Luigi e Yoshi rosa
Imagem: Claudio Prandoni

O que eles fazem?

O herói verde Luigi expande a já grande lista de interações do kit Lego Super Mario. Ao brincar com os dois bonecos, um entende o que o outro está fazendo, se está pegando moedas, enfrentando inimigos ou encarando armadilhas, e reage de acordo.

Além disso, ambos contabilizam as moedas coletadas pelo caminho, o que funciona como um placar de pontuação e pode dar vida a uma competição.

Kit Lego Super Mario - Claudio Prandoni - Claudio Prandoni
Imagem: Claudio Prandoni

A tecnologia por trás

O segredo para tudo isso está na grande quantidade de funções dos bonecos, capazes de deixar muito smartphone e videogame com inveja. Mario e Luigi vêm equipados com acelerômetro, bluetooth, caixa de som, giroscópio, tela de LCD e leitor de cores e código de barras — e ainda existe um app para Android e iOS com o qual eles podem se conectar.

Com os sensores de movimento os personagens conseguem diferenciar se estão pulando, dando piruetas ou até deitados tirando uma soneca, e reagem a tudo isso com sons de efeito e frases.

Há também uma telinha de LCD na frente de cada boneco, o que dá vida aos olhos, boca e um painel que mostra os poderes especiais, desafios e funções definidas — como a ajuda do dinossauro Yoshi. Pela caixinha de som você ouve os barulhos de moedas e pulos e, claro, as frases empolgadas de Mario e Luigi.

Na 'sola' dos sapatos de cada herói existe um leitor de cores e código de barras. Com isso, eles realmente entendem onde estão pisando no jogo: uma superfície verde eles detectam que é grama, azul é água, vermelho é fogo e muito mais — os kits do Luigi vão marcar a estreia do deserto amarelo e dos pântanos roxos.

Nesses conjuntos, as armadilhas, inimigos e outras atrações possuem um tijolinho com um código de barras impresso que indica uma ação especial. Por exemplo, as famosas caixinhas de interrogação dão itens especiais aos heróis, os canos verdes marcam o início da fase e os mastros com bandeirinhas são o final de cada cenário.

Por fim, a conexão bluetooth é responsável por conectar os bonecos ao app, que registra as aventuras nos cenários montados com os tijolinhos de Lego e serve como um manual de instruções virtual — bem intuitivo — para montar os brinquedos. A tecnologia também faz os irmãos 'conversarem'.

Quando Luigi sair em agosto, o app do Lego Super Mario vai ter uma atualização que possibilitará conectar os dois heróis e fazê-los viverem aventuras juntos.

Inspiração

Em um evento online para apresentar os kits, os designers Amy Bennett e Benjamin Ma, da fabricante dinamarquesa, explicaram que as interações novas de Luigi são inspiradas nos jogos da série New Super Mario Bros., que trazem o clássico estilo de aventura 2D, com visão de lado, e possibilita mais de um jogador simultaneamente.

Até quatro pessoas podem jogar juntas ao mesmo tempo na maioria dos títulos. E cabe aos participantes a decisão se a brincadeira será uma competição ou uma missão cooperativa. No brinquedo físico da Lego vale a mesma lógica.

Luigi e os demais cenários inéditos chegam às lojas a partir de agosto. Os preços em reais ainda não foram divulgados.

Mascote das Olimpíadas e tema de parque

A nova coleção do Lego Super Mario chega para reforçar o momento de expansão que a Nintendo vem preparando para o herói mais famoso dos videogames. Ele estreou com o nome Jumpman no fliperama Donkey Kong no início dos anos 80. Em 2020, foram celebrados os 35 anos da série Super Mario Bros., que alçou o herói ao estrelato e o consolidou como grande franquia do entretenimento mundial.

Para os que não estão familiarizados com esse universo, o herói bigodudo é tão famoso que virou um dos embaixadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que começaram nesta semana. Além dele, outras figuras da cultura pop nipônica viraram representantes das competições, como Goku e Luffy, de Dragon Ball e One Piece. Infelizmente, elas não estiveram presentes na abertura das Olimpíadas, e a galera reclamou.

Em março deste ano, houve a tão aguardada e adiada estreia do parque temático Super Nintendo World para o público em geral no Japão. Cenários e lanches temáticos dão todo o clima do game. As decorações permitem interação com pulseiras usadas pelos visitantes e a grande estrela é uma atração do emblemático jogo de corrida Mario Kart com tecnologia de realidade aumentada, que projeta elementos virtuais em cenários de verdade.

O parque estava previsto inicialmente para inaugurar no primeiro semestre de 2020, em tempo de receber os turistas vindos com a empolgação dos Jogos Olímpicos, mas a pandemia de covid-19 e o adiamento da competição empurrou a abertura para 2021. O Super Nintendo World também terá versões nos parques da Universal na Califórnia e na Flórida, nos Estados Unidos, e há planos também para uma versão em Cingapura, todas ainda sem data marcada para inauguração.

Já para 2022 está prevista a estreia de um filme longa-metragem em computação gráfica estrelado pelo herói. Em produção pelo estúdio Illumination Entertainment, o mesmo da série Meu Malvado Favorito e responsável pelos Minions, a animação está sendo feita em parceria com a Nintendo e tem envolvimento do game designer Shigeru Miyamoto, o próprio criador do Super Mario.

Tudo isso para evitar que se repita a tragédia do filme live action Super Mario Bros., de 1993, que teve Bob Hoskins no papel do protagonista. O longa previsto para 2022 será o primeiro da franquia Super Mario desde 93.