PUBLICIDADE
Topo

Z Fold 2 x Mi Mix Fold: qual das telas dobráveis leva a melhor?

Reprodução
Imagem: Reprodução

Thaime Lopes

Colaboração para Tilt

25/05/2021 04h00

Uma das maiores inovações no mercado de smartphones foi o lançamento das telas dobráveis. Os modelos da Samsung e da Xiaomi não são os pioneiros nessa linha, mas aperfeiçoaram diversos problemas que seus antecessores tinham.

Ainda que Xiaomi ainda não tenha divulgado quando vai trazer o Mi Mix Fold para o Brasil, aos fãs da chinesa vale a pena mergulhar nas especificações técnicas dele e, assim, estar preparado para fazer esse investimento caso ele chegue em terras brasileiras.

Nesse comparativo, a batalha do Mi Mix Fold é contra o (topíssimo e caro) Galaxy Z Fold 2, lançado no Brasil no final do ano passado.

  • Z Fold 2: 159.2 x 68 x 16.8mm (fechado) e 159.2 x 128.2 x 6.9 mm (aberto)
  • Mi Mix Fold: 173.27 x 69.8 x 17.2mm (fechado) e 173.27 x 133.38 x 7.62 mm (aberto)

Antes de analisarmos o design dos modelos, é importante ressaltar: smartphones dobráveis são muito grandes. Tanto abertos como fechados, a Samsung e a Xiaomi apostaram em visores enormes, que, claro, condizem com o propósito do celular de oferecer maior amplitude de tela.

Ainda assim, o Z Fold se encaixa bem na mão e nos testes de Tilt, a tela interna até que ficou confortável para usar com uma só mão. Fechado, ele tem o tamanho de dois smartphones colados um no outro, o que significa que ele não cabe em qualquer bolso. Ele também é pesadinho: 282 gramas (100g a mais que o Galaxy S21, por exemplo).

O Mi Mix Fold é ainda mais pesado: 317 gramas, que se justificam pela tela gigante, a maior entre os celulares dobráveis. Sua dobradiça é em U, que segundo a fabricante, garante mais resistência ao abre e fecha constante.

Olhando de longe, os dois aparelhos se parecem bastante.

Veredito: imagina como deve ser andar por aí carregando um celular de 317 gramas. O modelo da Samsung leva essa por causa do menor peso.

  • Z Fold 2: Super Amoled (externa) e Amoled Dinâmica (interna); 816 x 2.260 pixels (externa) e 1.768 x 2.208 pixels (interna)
  • Mi Mix Fold: Amoled (externa) e Oled (interna); 2.480 x 1.860 (interna) e 2.540 x 840 (externa)

Os dois celulares possuem telas internas e externas, sendo que a interna é a que dobra para fora e transforma o aparelho em um mini tablet.

Ao contrário de seu antecessor, o Fold original, o Z Fold 2 conseguiu dar utilidade de verdade à tela externa, similar a de qualquer outro smartphone. A graça dele, claro, é quando se abre: sua abertura lembra a de um livro, com quase nada de bordas e apenas furos discretos para a câmera frontal.

O material das telas é de vidro, e a dobradiça foi inspirada em outros aparelhos da Samsung. A qualidade Amoled e a taxa de atualização de 120Hz são outros pontos fortes, que não cansam os olhos e deixam a transição de imagens mais suave.

No Mix Fold, o problema é que sua tela tem taxa de atualização bem baixa para um top de linha: são 60Hz, metade do concorrente. Isso pode se traduzir em menos conforto aos olhos, além de imagens com velocidade de transição menor. A tela do modelo da Xiaomi não parece ser ruim, mas é inferior a do celular da Samsung.

Veredito: ponto para a Samsung, ainda que o modelo perca um pouco na resolução da tela externa. Ao mesmo tempo, o Z Fold 2 ganha por apostar numa taxa de atualização que condiz com a proposta de um celular em que a tela é a estrela principal.

  • Z Fold 2: 4.500 mAh
  • Mi Mix Fold: 5.020 mAh

Com telas gigantes ideais para jogar, assistir a filmes ou compartilhar o display entre redes sociais, é lógico que a gente vai ter dúvidas se a bateria desses dois dobráveis aguenta o tranco.

O Z Fold 2, nos testes de Tilt, aguentou um dia inteiro de uso. Mas a tela grande, taxa de atualização alta e diversas funcionalidades que exigem mais do aparelho deixaram a impressão de que a bateria poderia sim ser um pouco mais potente.

O Mi Mix Fold também se saiu bem em testes gringos. Sua bateria durou pouco mais de um dia, mas se destaca principalmente pelo carregamento super-rápido: são necessários apenas 37 minutos, segundo a Xiaomi.

Veredito: aqui quem ganha é o Mix Fold, por sua carga maior e carregamento rápido.

  • Z Fold 2: tripla (principal de 12 MP, teleobjetiva de 12 MP e grande angular de 12 MP); frontal de 10 MP (tela externa e interna)
  • Mi Mix Fold: quádrupla (principal de 108 MP, grande angular de 13 MP; teleobjetiva e macro de 8 MP); frontal de 20 MP

Principal

Os diversos modos de fotografia do modelo da Samsung são ótimos para tirar fotos de todos os jeitos. Uma das funções mais úteis é que a câmera traseira pode também funcionar como câmera de selfie, usando a tela externa. Dessa maneira, as imagens ficam ainda melhores.

No Mi Mix Fold, a resolução traseira de 108 MP impressiona, mas o destaque fica mesmo pela inovadora lente líquida, que, segundo a Xiaomi, aproxima o comportamento da lente com o do olho humano.

Basicamente esse líquido é um fluido transparente envolto em um filme, permitindo que a macro e a telefoto coexistam. O foco também funciona mais rapidamente.

Veredito: A lente líquida é o que há de mais inovador no mercado no quesito câmeras. Apesar de os dois aparelhos terem conjuntos ótimos, o Mi Mix Fold sai vitorioso nessa categoria.

Frontal

A câmera frontal do Z Fold 2 perde um pouco da sua funcionalidade justamente porque sua traseira consegue atuar como opção de selfie também. Mesmo assim, sua tela dobrável permite que o usuário consiga ver na tela a foto que está prestes a tirar e também as fotos tiradas anteriormente, bem como outras funções da câmera.

O Mix Fold tem em sua câmera frontal uma resolução maior que a do concorrente. O sensor promete deixar as imagens mais claras e com mais detalhes. Mas na prática, ao comparar as fotos dos dois modelos, é difícil ver muita diferença.

Veredito: mesmo com a resolução um pouco menor, o Z Fold 2 ganha aqui por oferecer selfies não só na câmera frontal, como também na traseira.

  • Z Fold 2: processador Snapdragon 865+, memória interna de 256GB e RAM de 12GB
  • Mi Mix Fold: processador Snapdragon 888, memória interna de 256GB ou 512GB e RAM de 12GB ou 16GB

O Z Fold se saiu muito bem nos testes de processador, sendo o melhor do ano com núcleo simples (quando foca em uma tarefa por vez) de acordo com o aplicativo Geekbench 5, que mede a eficiência do celulares. Isso é bom porque ele funciona como um mini tablet, que exige de fato um desempenho alto.

Mesmo que tenha se destacado por atuar bem em uma ação por vez, nos testes de Tilt ele também não travou ao desempenhar várias funções ao mesmo tempo.

O Mix Fold usa o poderoso Qualcomm Snapdragon 888, o mais top de linha de acordo com o AnTuTu, benchmark mobile. Isso se traduz em um smartphone de excelente desempenho, com o melhor que o mercado tem a oferecer. As opções de RAM garantem um celular sem travamentos.

Veredito: mais uma vez, a Xiaomi saiu na frente. Ainda que o Z Fold 2 também se saia bem no seu desempenho, o Snapdragon 888 somado com a RAM de 16GB fazem do Mix Fold um celular potente que entrega tudo e mais um pouco.

Só a tela dobrável, por si só, é um recurso que torna os dois aparelhos "diferentões" comparado aos modelos com tecnologia similar no mercado. Mas não é só isso que faz deles modelos atrativos.

O Z Fold 2 funciona muito bem com três apps abertos ao mesmo tempo. No ponto negativo, é que seu leitor de digital é falho - com um pouco de sujeira já não funciona bem.

Ele também não possui proteção à água e à poeira. Por outro lado, está preparado para a tecnologia 5G, que ainda não funciona 100% no Brasil.

A Xiaomi apostou em novidade só depois do lançamento: agora em maio, lançou um software que aliado ao Mix Fold, transforma o aparelho em um celular de bolso, similar a um notebook pequenininho.

Usando esse recurso, o usuário consegue utilizar seu smartphone de forma praticamente idêntica a um PC, o que pode ser muito útil para quem usa o celular para trabalhar e estudar, por exemplo.

Veredito: de novo, o Mix Fold aproveitou todo seu tamanho e desempenho para apresentar um recurso que facilita a vida de quem não quer andar por aí com celular, notebook, câmera e mais um monte de eletrônico.

  • Z Fold 2: R$ 12.599,10
  • Mi Mix Fold: 12.999 yuans (R$ 11.298)

Mesmo que ainda não esteja disponível no Brasil, o Mix Fold saiu na frente em quase todas as categorias. Isso significa que mesmo que ainda não saibamos o valor em que ele chegará aqui (ou se chegará), vale a pena pensar bem se ele não vale o investimento (ainda que precise ser comprado no exterior).

Suas especificações são excelentes e atendem as expectativas de quem está de olho em ter um celular com tela dobrável.

Mas, vale ressaltar: a indefinição do lançamento do Mix Fold por aqui pode fazer com que a possível longa espera e o dólar alto não deixem o smartphone tão atrativo assim para os consumidores brasileiros. É um ponto importante para se ter em mente.

Por isso, se seu sonho sempre foi ter um celular dobrável, considere o quanto tempo está disposto a esperar e o quanto pretende gastar para ter um celular dobrável.