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Leiloado como NFT, "Charlie bit my finger" vai ser 1º viral a ser excluído

Captura de tela do vídeo viral "Charlie bit my finger" (Charlie mordeu meu dedo, em tradução livre) - Reprodução
Captura de tela do vídeo viral "Charlie bit my finger" (Charlie mordeu meu dedo, em tradução livre) Imagem: Reprodução

Felipe Oliveira

Colaboração para Tilt

17/05/2021 16h15

Quem usou pelo menos uma vez a internet nos últimos 10 anos com certeza já assistiu ao vídeo "Charlie bit my finger". E se você é nostálgico e gosta bastante do vídeo dos dois irmãozinhos, é melhor correr para assistir novamente antes que ele seja excluído.

Isso porque os criadores do clássico vídeo decidiram colocá-lo à venda como NFT em um leilão que será realizado no dia 22 de maio e, em sequência, irão excluí-lo para garantir a escassez da divulgação. As informações foram publicadas pelo "The Verge".

Atualmente com mais de 881 milhões de visualizações, o vídeo traz dois irmãos pequenos brincando quando o menor morde o dedo do mais velho, que chega a choramingar e dizer que estava doendo. É nesse momento que a conhecida frase foi dita: "Charlie bit my finger".

Por que será excluído?

O mercado de NFT ("Non-fungible Token" - Token não-fungível, em tradução livre) vem crescendo bastante nos últimos tempos. Para se ter uma ideia, em abril deste ano o meme "disaster girl", no qual uma criança sorri sarcasticamente em frente a uma casa pegando fogo, foi vendido por R$ 2,55 milhões.

Aí você pode se perguntar? Mas por que pagar tanto dinheiro em algo que continuará sendo espalhado pela internet? É exatamente por esse motivo que o vídeo das duas crianças será excluído.

Claro que ainda será possível que algumas pessoas que contenham o vídeo baixado em seus dispositivos continuem compartilhando, mas a possibilidade de o vídeo ficar mais escasso é maior - a não ser que o próprio comprador decida republicar ou compartilhar.

Como funciona o NFT?

O comprador do vídeo "Charlie bit my finger" receberá um arquivo com uma assinatura digital própria, baseada em blockchain ("uma espécie de livro de registros virtual"), permitindo a qualquer um verificar a autenticidade e propriedade do produto comprado.

Um NFT atrelado a um item, seja ele uma foto, um vídeo, uma casa digital, uma mensagem no Twitter, entre outros, faz dele único, abrindo um mercado para que colecionadores e investidores possam fazer a aquisição.

Mercado que movimenta milhões

Ainda não sabemos por quanto o vídeo com mais de 881 milhões de visualizações será vendido, mas já dá para saber que os criadores provavelmente irão receber um bom dinheiro. Isso porque muitas compras feitas recentemente deixaram os vendedores milionários.

Além do meme "disaster girl", outras compras chamaram atenção pelas cifras. Em março desse ano, o presidente do Twitter, Jack Dorsey, vendeu seu primeiro tuíte por pouco mais de US$ 2,9 milhões (R$ 15,9 milhões) como NFT. A postagem "just setting up my twttr" (configurando meu twttr) foi feita em 21 de março de 2006.

Já, a primeira casa digital vendida no mundo custou nada menos que R$ 2,75 milhões aos compradores. O designer argentino André Reisinger foi outro que faturou alto com NFT. Ele vendeu, em fevereiro, dez peças de móveis virtuais por R$ 2,47 milhões. Por fim, o artista em 3D Alexis Christodoulou vendeu suas representações online por R$ 1,87 milhão.