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Menor microchip do mundo, da IBM, promete quadruplicar bateria de celular

Placa com centenas do menor microchip do mundo, produzida pela IBM - IBM
Placa com centenas do menor microchip do mundo, produzida pela IBM Imagem: IBM

Aurélio Araújo

Colaboração a

13/05/2021 13h24

A IBM anunciou a criação de um novo chip com diâmetro de apenas 2 nanômetros e largura equivalente a um fio de DNA, o menor chip de que se tem notícia até hoje.

Na prática, o novo chip consome bem menos energia do que os que existem hoje e, por isso, promete quadruplicar a durabilidade da bateria de um celular, fazendo com que ele só precise ser carregado uma vez a cada quatro dias.

O anúncio foi feito pelo laboratório da empresa em Albany, no Estado americano de Nova York, após quatro anos de pesquisa.

A novidade pode trazer grandes benefícios ao setor de tecnologia, uma vez que, quanto menor os componentes de um aparelho, mais rápida a sua performance e menor o seu uso de energia.

A IBM traduziu isso em números. De acordo com a empresa, esse novo microchip pode melhorar em 45% a performance dos atuais chips de 7 nanômetros que equipam os processadores dos principais celulares do mercado, mas economizando até 75% da energia da bateria.

Para saber se a promessa se cumpre, é preciso esperar que esse novo componente seja usado em computadores e celulares vendidos pelo mundo. A IBM espera que isso aconteça até o final de 2024.

Outros benefícios

Além disso, a IBM também diz que o novo chip pode diminuir a pegada de carbono de centros de processamento de dados, os data centers, que atualmente consomem 1% de toda a energia elétrica produzida no mundo.

No caso de veículos autônomos, que se dirigem sozinhos, o microchip pode contribuir para que eles detectem mais rapidamente objetos na pista e consigam reagir com mais agilidade diante deles, evitando acidentes.

De acordo com Dario Gil, vice-presidente da IBM e diretor do departamento de pesquisa, a invenção tende a ser usada primeiro em aparelhos como laptops e celulares, mas eventualmente será aplicado em computadores de grande porte "que provêm energia para os sistemas financeiros de todo o mundo".

Por que isso importa

A novidade neste caso é que a IBM conseguiu diminuir os transistores que formam a cadeia de conexões de um processador para que mais deles caibam num único chip de computador. Quanto mais transistores no chip, mais rápido ele consegue fazer o computador funcionar.

Um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro, ou o mesmo que um milímetro dividido por 1 milhão. De acordo a IBM, é possível inserir 50 bilhões de transistores no novo microchip de 2 nanômetros.

"Já vimos os fabricantes de [chips] semicondutores passarem de 14 nanômetros para 10 e para 7, sendo que 7 nanômetros já são um grande desafio para alguns", afirma Peter Rudden, diretor de pesquisa na IDC, empresa de análise de mercado, em entrevista à BBC. "Isso [o chip da IBM] pode ser considerado um grande avanço"