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AirTag e SmartTag: o que é e para que serve uma etiqueta inteligente?

Airtag (Apple) e Galaxy SmartTag (Samsung) - Reprodução
Airtag (Apple) e Galaxy SmartTag (Samsung) Imagem: Reprodução

Colaboração para Tilt

29/04/2021 04h00

Quem nunca perdeu um objeto como o celular, as chaves ou a carteira que atire a primeira pedra. Ter um aparelho que ajuda a encontrá-los pode ser muito útil e por isso surgiram as etiquetas inteligentes.

Em resumo, elas servem como um sensor para encontrar o objeto ao qual ela está presa, como um tipo de chaveiro. As da Apple foram lançadas no dia 20 de abril e são chamadas de AirTags. Já a concorrente Samsung apresentou as suas, as Galaxy SmartTags e SmartTags+, em janeiro na CES (Consumer Electronics Show) deste ano.

Airtags, da Apple - Reprodução - Reprodução
Airtags, da Apple
Imagem: Reprodução

O que são as etiquetas inteligentes?

São pequenos aparelhos que podem ser localizados por meio de uma rede de rastreamento. Elas são chamadas de etiquetas porque podem ser agregadas a outros objetos — como chaves, carteiras, bolsas e outros — para permitir sua localização caso sejam perdidos.

Como as etiquetas funcionam?

As etiquetas inteligentes usam conexão via Bluetooth para se comunicar com suas respectivas redes de localização. Cada fabricante usa uma plataforma diferente. A Apple tem o app Buscar, que localiza iPhones, iPads, Apple Watches e MacBooks, enquanto a Samsung usa a SmartThings Find para encontrar equipamentos da marca.

Galaxy SmartTags - Reprodução - Reprodução
Galaxy SmartTags
Imagem: Reprodução

Como as redes de localização funcionam?

Nessas redes, os celulares e etiquetas estão sempre monitorando uns aos outros via Bluetooth. Quando ocorre a perda de uma etiqueta, a plataforma pergunta onde ela está aos outros aparelhos que estão na área em que o acessório foi perdido ou visto pela última vez.

Assim que um desses aparelhos avista a etiqueta, ele notifica o servidor que a viu nas coordenadas X e Y. O app, por sua vez, informa ao dono onde sua etiqueta pode ser encontrada.

Quais são os componentes das etiquetas inteligentes?

Apesar de pequeninas, as etiquetas inteligentes têm alguns componentes como:

  • O já mencionado Bluetooth;
  • NFC: faz comunicação de campo próximo (a mesma que usamos para pagar encostando o celular na maquininha);
  • Chip UWB (ou Ultra Wideband): assim como o Bluetooth, faz transmissão de dados sem fio, com a diferença de que sua banda tem um alcance muito maior;
  • Bateria substituível.

O que faz o chip Ultra Wideband?

Esse componente garante mais precisão à localização. Assim, depois que a etiqueta é localizada pela rede, o Ultra Wideband mostra o ponto específico em que ela se encontra.

Sem ele, é possível saber que um objeto está no prédio do seu escritório, mas o Ultra Wideband adiciona especificidade à localização: mostra que o item está em uma determinada sala e se foi deixado em cima de uma mesa ou dentro de um armário.

Para que isso funcione, entretanto, o smartphone que faz a localização também precisa ter um chip Ultra Wideband.

Os aparelhos da Apple e da Samsung que têm esse componente são:

Qual a fonte de energia das etiquetas inteligentes?

Elas usam baterias substituíveis do tipo CR2032, arredondadas e fabricadas por diversas empresas. Além de muito fáceis de encontrar e trocar, têm alta durabilidade: segundo a Apple, uma pilha dessas deve durar um ano em sua AirTag.

As etiquetas inteligentes são resistentes?

As AirTags têm certificação IP67, de acordo com a Apple. Isso garante a elas resistência à poeira e a possibilidade de submersão a até um metro de profundidade por 30 minutos.

Já as etiquetas da Samsung, as Galaxy SmartTag+, vêm com certificação IP53. Ou seja, pode haver entrada de poeira no produto, mas, se isso acontecer, a quantidade não deve prejudicar seu funcionamento. Além disso, resiste apenas a spray de água, algo como uma chuva leve.

Qual o sistema compatível com as etiquetas inteligentes?

Para as etiquetas inteligentes da Apple, é preciso ter um aparelho da mesma marca com iOS 14.5 (ou iPadOS 14.5) ou superior.

As Galaxy SmartTags+, da Samsung, são compatíveis com produtos da família Galaxy que tenham Android 8.0 ou mais recente.

Não existe interoperabilidade entre os equipamentos das duas marcas ou de outros fabricantes.

Como é o design dessas etiquetas?

De modo geral, o design da AirTag é bastante simples: lembra uma moeda redonda e é um pouco maior do que as brasileiras de R$ 0,25, com um lado de plástico branco e o outro de aço inox. Para agregá-las a outros objetos, é preciso comprar acessórios específicos.

O modelo da Samsung é um quadrado de plástico com cantos arredondados e um pequeno buraco em um deles para passar uma argola metálica (como a de um chaveiro), uma fita ou um cordão. Depois, é só pendurá-las onde quiser.

Quanto custam essas etiquetas?

Nos EUA, as AirTags custam US$ 29 (cerca de R$ 157 na cotação atual) cada e US$ 99 (R$ 534) o pacote com quatro unidades.

Por aqui, elas são bem mais caras: enquanto uma sai por R$ 369, o kit com quatro custa R$ 1.249. O produto já aparece no site oficial da Apple no Brasil, mas ainda não está disponível para compra.

As Galaxy SmartTag+ são mais caras nos EUA: US$ 39,90 cada. No Brasil, por enquanto só está disponível o modelo mais simples, a Galaxy SmartTag, que não tem o chip Ultra Wideband. O preço unitário é R$ 199.

Qual o futuro das etiquetas inteligentes?

Esse produto não é novidade. A pioneira no segmento é a americana Tile. Como em outras oportunidades, entretanto, a Apple esperou o momento certo para lançar sua opção, na opinião de Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação. "A Apple geralmente não é pioneira em lançamentos de produtos e tecnologias, mas tem um excelente timing", avalia.

Para ele, é pouco provável que esses acessórios se tornem um produto de massa em curto prazo no Brasil. "Com o preço do dólar, é difícil popularizar esse produto por aqui", diz. "Além disso, o fato de elas terem compatibilidade restrita torna seu uso limitado."

O acessório da Apple é um típico produto da marca: design limpo, funções simples e deixam a pessoa mais imersa no ecossistema da companhia. A Samsung tenta fazer o mesmo, ao oferecer compatibilidade apenas com a linha Galaxy. É provável, entretanto, que em pouco tempo haja modelos genéricos no mercado.