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Espiões dos EUA acusam China de construir lasers e mísseis contra satélites

Lançamento do foguete Longa Marcha 3B, da China - Reuters
Lançamento do foguete Longa Marcha 3B, da China Imagem: Reuters

Aurélio Araújo

Colaboração para Tilt

16/04/2021 17h25

A espionagem dos Estados Unidos acusou a China de estar transformando o espaço num local de disputa bélica, com o desenvolvimento de armas que podem prejudicar satélites americanos e de seus aliados. A avaliação foi feita no último relatório de avaliação de risco global produzido pela inteligência americana, lançado na semana passada.

O documento produzido pela espionagem aponta que Pequim já tem mísseis antissatélite baseados na Terra, capazes de destruir satélites que estiverem em órbita terrestre baixa, ou seja, abaixo de 2.000 km.

Além disso, indica que os chineses têm lasers antissatélite, também baseados na Terra, que "provavelmente têm como objetivo cegar ou causar dano sensível a sensores óticos" de satélites americanos.

O relatório revela preocupação com o exército chinês que, segundo o documento, planeja "igualar ou exceder as capacidades dos EUA no espaço, para ganhar os benefícios militares, econômicos e de prestígio que Washington acumulou por sua liderança espacial". Por isso, a China seria a "ameaça número 1" ao país nessa tecnologia.

A diretora de inteligência nacional dos EUA, Avril Haines, falou no Senado esta semana e confirmou que a China está "focada em alcançar a liderança no espaço".

De acordo com ela, o atual presidente Joe Biden procura convencer outros líderes mundiais da importância da Força Espacial americana, criada pelo seu antecessor, Donald Trump.

Mas a oposição não está satisfeita. Senadores republicanos criticam o que dizem ser um excesso de confidencialidade do governo sobre possíveis ameaças espaciais, e dizem querer que o público esteja mais bem informado.

Perigos para os EUA no futuro

A inteligência americana projeta que, entre 2022 e 2024, a China já deve ter uma estação espacial em órbita terrestre baixa, e que deve continuar conduzindo missões exploratórias na Lua.

Assim, o plano dos chineses seria estabelecer uma estação robótica de pesquisa lunar e, depois, que ela seja habitada "intermitantemente".

Entre outras preocupações reveladas no relatório, está também a Rússia, que "continuará sendo um competidor-chave no espaço". O documento cita armas russas, que também teriam sido desenvolvidas e testadas para atacar satélites.