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A que ponto chegamos: escola nos EUA manda criança ficar de castigo no Zoom

August de Richelieu/Pexels
Imagem: August de Richelieu/Pexels

Felipe Oliveira

Colaboração para Tilt

13/04/2021 12h09

Uma escola da Pensilvânia, nos Estados Unidos, parece ter levado tão a sério a ideia de levar a escola para o ambiente online que criou um castigo também online, com um link para uma conferência no Zoom. Uma criança da 4ª série foi mandada para essa "detenção escolar" incomum.

A história viralizou no Twitter após a mãe da criança, Uju Anya, publicar que sua filha foi punida "por não prestar atenção no Zoom da 4ª série". A mulher teria recebido um email com um link para que a criança pudesse acessar a sala de detenção.

Segundo ela, o professor dizia no email que a filha, de 9 anos, tinha incapacidade de "se concentrar de forma consistente nas aulas online e completar as tarefas". A menina ainda estaria frequentemente se distraindo com jogos no computador, ignorando o professor e simplesmente desligando o Zoom.

De acordo com a mãe, a sala de detenção pelo Zoom seria um espaço onde a criança que recebe repetidas advertências verbais é encaminhada para "discutir e refletir com o intervencionista comportamental".

O recado causou revolta na mãe, que provavelmente sabe as dificuldades do ensino virtual durante a pandemia, já que é uma professora universitária especialista em linguística na Universidade Estadual da Pensilvânia.

Uju Anya afirmou que a criança "está lutando para se controlar durante a pandemia", e que ela escolheu o aprendizado remoto para mantê-la segura enquanto a pandemia segue fazendo vítimas.

"Entendo que fazer a 4ª série pelo Zoom é difícil. Também é difícil para o professor que gerencia as crianças na sala de aula e online. Mas a detenção do Zoom é ridícula", afirmou.

A publicação, do dia 6 de abril, viralizou e até o momento já tem mais de 341 mil curtidas e 32 mil retweets. A mãe da criança agradeceu o apoio, ressaltou que a mensagem dizia exatamente "detenção virtual" e ainda afirmou que "não, eu não vou mandar minha filha".