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Quer trabalhar com tecnologia? Robô do Twitter te ajuda a encontrar vagas

Adailton Damasceno/Futura Press/Estadão Conteúdo
Imagem: Adailton Damasceno/Futura Press/Estadão Conteúdo

Constância García

Colaboração para Tilt

03/04/2021 04h00

Já imaginou conseguir um emprego apenas atualizando sua timeline no Twitter? Pode ser inusitado, mas o serviço já é uma realidade. O Vi uma vaga (@ViUmaVaga) é um bot (ou robô criado por programação) que divulga no Twitter oportunidades de emprego nas áreas de tecnologia, experiência do usuário e desenvolvimento.

No ar desde o segundo semestre do ano passado, o bot tem hoje quase 5.000 seguidores e já publicou mais de mil vagas de emprego.

Como funciona?

A primeira vaga de trabalho foi tuitada pelo Vi uma Vaga em dezembro do ano passado, mas segundo Vinícius Lourenço, criador do bot, a ideia da ferramenta surgiu em 2018. Com o aumento de divulgação de vagas de emprego nas redes sociais, Lourenço entendeu que era preciso uma maneira de reunir todas essas oportunidades de maneira mais acessível.

"A ideia surgiu da necessidade de criar uma ferramenta que eu já vinha pensando desde 2018. Foi então que, em vez de começar pela ferramenta, iniciei pelo bot, e especificamente no Twitter devido à dinâmica da rede social", explica Vinícius.

O bot funciona de forma simples: qualquer pessoa que vir uma vaga relacionada às áreas da tecnologia pode marcar o @viumavaga. A partir daí, o robô se encarrega de compartilhar, marcando sempre a empresa ou a pessoa que está buscando um profissional.

Não há restrição de vaga por regiões e o bot já compartilhou uma oportunidade de uma empresa estrangeira, que oferecia uma remuneração em dólar.

O Vi uma Vaga é o primeiro bot voltado para o mercado de trabalho no Brasil. Outros exemplos de "robôs do bem" brasileiros são Rosie, que analisa e identifica suspeitas em gastos de deputados federais em exercício de sua função, e o Robotox, que reúne notícias de comercialização de agrotóxicos no país.

A possível cobrança

O Senado Federal havia aprovado em fevereiro deste ano um projeto de lei (PL) que prevê a possibilidade de cobrança por acessos automatizados a dados públicos, o que inclui o uso de robôs com esse fim. Mas o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou a lei na terça-feira (30) com um veto à cobrança, a pedido de organizações da sociedade civil e empresas startups.

Em tese, o "Vi uma vaga" não se enquadraria na possível cobrança prevista no PL, já que não faz uso de dados governamentais. Mas, para Vinícius Lourenço, criador do bot, a medida ia na contramão da Lei de Acesso à Informação. "Acredito que seja um retrocesso este tipo de cobrança, que só prejudica o excelente trabalho que algumas iniciativas realizam com estes dados", finaliza.