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Mi Band 5: pulseira fitness da Xiaomi me fez ficar "complexada" com a saúde

Xiaomi anunciou chegada da Mi Band 5 ao Brasil em julho do ano passado - Xiaomi
Xiaomi anunciou chegada da Mi Band 5 ao Brasil em julho do ano passado Imagem: Xiaomi

Renata Baptista

De Tilt, em São Paulo

19/02/2021 04h00

A Mi Band, da Xiaomi, é a pulseira inteligente mais vendida em todo mundo. Natural que a expectativa em torno do lançamento da quinta geração fosse grande. A versão global não trouxe algumas das características que a chinesa apresentou, e isso causou algumas decepções. Mas, para mim, que sempre resisti a usar até mesmo relógios convencionais, testá-la me fez prestar atenção a algumas questões de minha saúde —até de forma exagerada.

A Mi Band é uma pulseira fitness. Receber alertas dizendo que estava parada por muito tempo era, por muitas vezes, desagradável. Parecia que estava levando uma bronca. Mas confesso que me vi dando voltinhas na frente do prédio ou fazendo caminhadas dentro do apartamento só para ver o número do contador de passos aumentar. Sim, eu fiquei com vergonha da pulseira.

Na versão 5, foram adicionados novos modelos de treino, que agora, somados, são 11. Não cheguei a testar algumas atividades como ioga ou remo, mas durante as minhas breves caminhadas, a pulseira "reclamava" se eu fazia pausas. Ao final, era bem satisfatório ver o resultado dos exercícios, sobretudo no total de calorias perdidas.

Passei ainda a monitorar a minha frequência cardíaca —e fui alertada quando meus batimentos ficaram acima do padrão, ao subir uma escadaria. A pulseira ainda checa seu nível de estresse, propõe exercícios de respiração e promove o PAI (Personal Activity Intelligence), uma análise da condição física feita por algoritmos e pontuações.

Talvez tivesse diminuído meu nível de estresse se tivesse desligado o alerta de mensagens do aparelho. Ainda que seja bem útil —sobretudo quando estamos na rua e não queremos tirar o celular da bolsa para ver quem está mandando uma mensagem—, muitas vezes, durante uma atividade, é fácil perder o foco em meio a tantas notificações.

Uma novidade em relação ao modelo anterior é que agora é possível acompanhar ciclos menstruais. Boa parte das mulheres já faz uso de apps para isso, mas é válido ter as informações sempre à mão (ou pulso).

A pulseira possibilitou também a análise de minhas noites de sono, com dados detalhados e dicas que ajudaram a mudar alguns de meus hábitos. Eu, por exemplo, identifiquei momentos em que acordava no meio do sono e tentei alterar alguns fatores para ter um descanso mais efetivo. O marido, que acorda mais cedo, teve que acionar o alarme (silencioso) do smartwatch dele para não mais me acordar no momento em que estou em sono profundo.

Sobretudo em época de pandemia, e sabendo da existência de estudos que afirmam que alguns smartwatches podem detectar o covid-19 antes mesmo dos sintomas, senti falta do oxímetro que vem na versão chinesa da Mi Band 5, além de outros aparatos disponíveis em aparelhos concorrentes, como a aferição de pressão arterial.

Confira algumas outras impressões sobre o Mi Band 5:

A simplicidade é uma assinatura da Mi Band. Achei a opção preta bem discreta e elegante. Se a intenção for variar um pouco, é possível comprar pulseiras em cores diferentes: azul, branco, cinza, laranja, vermelho, roxo, rosa ou amarelo.

A pulseira é muito leve —são apenas 11,9 gramas. Isso faz com a gente esqueça que está com ela no braço. Isso aconteceu comigo algumas vezes.

Mi Band 5 - Renata Baptista/Tilt - Renata Baptista/Tilt
Uma opção animada para colocar no mostrador
Imagem: Renata Baptista/Tilt

Um dos pontos fortes da nova versão é, sem dúvidas, a tela. Como se trata de um produto pequeno, qualquer aumento já representa uma diferença. A Mi Band 4 tinha 0,95 polegadas, e a nova "esticou" para 1,1 polegada.

A resolução é de 294×126 pixels. A Xiaomi aumentou o brilho, que agora atinge 450 nits, enquanto a Mi Band 4 tinha 400 nits. São cores bem vivas e boa visibilidade, até mesmo debaixo de sol forte.

As opções de mostradores são bem legais, algumas até com animações. Em dias que eu sabia que não ia me exercitar muito, escolhia uma opção mais divertida. Então as broncas pareciam ser menos pesadas. É possível ainda configurar que informações você quer ver na tela principal.

Apesar de ter diminuído em relação à do Mi Band 4, passando de 130 mAh de capacidade para 125 mAh, ainda que utilize várias funções ao mesmo tempo, você consegue chegar fácil a duas semanas de uso com apenas uma carga. E uma novidade em relação à versão anterior é o carregador magnético. É bem fácil plugá-lo, e nem é necessário desacoplar o dispositivo da pulseira para o carregamento, como acontecia antes.

As diferenças desta pulseira para a Mi Band 4, no geral, não justificam que você corra para ir trocá-la. Ainda que não seja um produto tão caro, vale a pena esperar mais um pouco até que uma nova versão chegue com todas as melhorias esperadas há algum tempo da fabricante chinesa.

Se você é marinheiro de primeira viagem, como eu, e busca uma pulseira de valor acessível, que entregue bons atributos, e não seja um smartwatch, aí sim vale a pena apostar na Mi Band 5 —sobretudo pelo preço de até menos de R$ 200 no varejo.