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Luminária de UV para destruir coronavírus detecta pessoas no ambiente

Signify/Divulgação
Imagem: Signify/Divulgação

Renata Baptista

De Tilt, em São Paulo

23/01/2021 09h26

Enquanto a vacina contra a covid-19 não chega para todos, várias indústrias têm desenvolvido produtos que ajudam no combate ao vírus. No último mês, a Philips lançou no Brasil uma luminária de mesa que promete desativar vírus, bactérias, fungos e esporos em minutos. Como sua luz faz mal para a saúde de animais e humanos, a luminária tem sensores de presença para interromper seu funcionamento se perceber alguém por perto.

O forte desta luminária é o uso da radiação UV-C, que já é reconhecida por sua eficácia para eliminar os vírus em geral, e está em uso há mais de 40 anos como método de desinfecção de água, efluentes, ar, produtos farmacêuticos e superfícies.

A luz ultravioleta (UV), invisível ao olho humano, é dividida em três tipos de acordo com a fração do espectro eletromagnético que abrange os comprimentos de onda abaixo da luz visível: UV-A, UV-B e UV-C. Na UV-C, que é germicida, o comprimento de onda fica no intervalo de 100-280 nanômetros (nm). Na lâmpada da luminária em questão, o comprimento é 253 nm.

O vírus é composto por uma camada proteica e material genético. Ao incidir nos vírus, a UV-C destrói tanto a camada como o material genético, inativando o microrganismo. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) só recomenda que a luz ultravioleta não seja a única alternativa para desinfetar ambientes.

Testes com a lâmpada UV-C da luminária da Philips foram conduzidos pelos Laboratórios Nacionais de Doenças Infecciosas Emergentes (NEIDL) da Universidade de Boston, e comprovaram a sua efetividade, com redução de mais de 99% do vírus SARS-CoV-2 em uma superfície após o tempo de exposição de 25 segundos.

Antes de sair correndo e desembolsar os R$ 1.299 sugeridos pelo fabricante, é preciso assegurar que a luminária seja usada corretamente para aumentar a sua eficiência e diminuir os riscos. Se sua luz UV atingir os olhos, por exemplo, pode causar desde catarata até queimaduras severas da córnea. Se o contato for com a pele, pode causar lesões que podem até evoluir para um câncer.

Na prática

A luminária de mesa UV-C da Philips mede 12 x 12 x 25 cm e pesa pouco menos de 1 kg, sendo de fácil transporte. Ele é bivolt e possui um cabo com 2,9 metros de comprimento. A lâmpada tem autonomia para 9.000 horas de uso. O painel de controle é bem simples e intuitivo, com um guia de voz em português. Sua indicação de uso é somente para ambientes domésticos.

Luminária UVC da Philips - Signify/Divulgação - Signify/Divulgação
Imagem: Signify/Divulgação

Para iniciar a desinfecção com a luminária, é preciso desbloqueá-la, apertando o botão de início por três segundos. Em seguida, é necessário configurar o timer de acordo com as dimensões do local e apertar no botão de início novamente.

Você pode selecionar sessões de 45 minutos (indicado para uma área de cerca de 28 m², como uma sala), de 30 minutos (para ambientes com cerca de 20 m², como um quarto) ou 15 minutos (para locais com cerca de 13 m², como um banheiro). No final das sessões, você é "avisado" pela luminária e já pode entrar no ambiente que foi desinfectado sem problemas.

Para minimizar os riscos no manuseio da UV-C, a luminária conta com alguns mecanismos de segurança que impedem seu funcionamento na presença de pessoas e animais. Um deles é o uso de sensores de movimento —são três, sendo um principal e dois reservas que entram em ação em caso de falha— com alcance de um raio de três metros.

O professor Vanderlei Bagnato, diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da Universidade de São Paulo (USP), destaca que os usuários devem estar atentos ao fato de que a UV-C vai desinfectar ar, superfícies e líquidos que sejam diretamente expostos à luz, não atuando em possíveis "sombras".

Se no ambiente a ser higienizado estiver uma caixa, por exemplo, é possível que a luz não atinja todas as suas faces, ou a parte inferior.

O cientista, que tem liderado projetos com esta tecnologia, afirmou ainda que o uso contínuo da UV-C em determinados ambientes pode provocar danos em objetos. "Objetos de plástico, por exemplo, poderão perder a cor e se tornar quebradiços com o tempo", explicou.

Segundo o especialista, se feito de forma correta, o uso de luminárias UV-C, como a da Philips, ajuda a diminuir os riscos de contato com o novo coronavírus, mas não descarta outros cuidados para prevenção da doença, como lavar as mãos com água e sabão regularmente, usar máscaras e fazer distanciamento social.