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Como funciona golpe do WhatsApp que usa filha de Marcelo Adnet como isca

Ator Marcelo Adnet denuncia no Instagram Stories perfil falso que usa seu nome e foto para pedir dinheiro - Reprodução
Ator Marcelo Adnet denuncia no Instagram Stories perfil falso que usa seu nome e foto para pedir dinheiro Imagem: Reprodução

Felipe Oliveira

Colaboração para Tilt

11/12/2020 15h45

Marcelo Adnet, ator e comediante da Globo, usou sua conta no Instagram nesta semana para denunciar uma tentativa de golpe por WhatsApp na qual criminosos estariam usando o nome de sua filha recém-nascida para pedir depósitos em dinheiro.

"Estão se passando por mim e usando o nome da minha filha para pedirem dinheiro no WhatsApp. Cuidado, é golpe! Não transfira dinheiro! As medidas necessárias já estão sendo tomadas", alertou o ator.

Adnet também postou uma mensagem na qual uma conta de WhatsApp com nome e foto do ator afirma ter que fazer uma transferência, mas que o aplicativo estaria indisponível. Na sequência, o criminoso envia os dados de uma conta bancária para o depósito.

Golpistas têm criado perfis falsos para realizar golpes via WhatsApp. Recentemente, Camila Camargo, filha de Zezé e Zilu Godói, denunciou um golpe parecido, assim como o candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, que chegou a informar que golpistas conseguiram uma cópia da sua agenda de contatos e enviaram mensagens pedindo dinheiro para "ajudar na campanha".

Neste golpe, quem tem o perfil "falsificado" não sabe que os criminosos estão usando sua identidade. Boulos, por exemplo, disse que foi informado sobre as mensagens com pedidos de contribuição por meio de seus próprios contatos. Tilt entrou em contato com a assessoria de Marcelo Adnet para saber como ele descobriu o golpe, mas até o momento não obteve retorno.

Como funciona?

Mas como os golpistas conseguem esses contatos de pessoas famosas? De acordo com a empresa de cibersegurança Kaspersky, eles compram enormes bancos de dados pessoais, como endereços, telefone, local de trabalho, preferência de lazer e afiliação e indicações de pessoas próximas. Quem vende são os chamados "data brokers", apelido de empresas que coletam dados e os vendem para diversos fins.

O termo "data brokers" foi usado em uma operação da Polícia Civil de Goiás em setembro deste ano, que descobriu prejuízos que somavam R$ 500 mil.

"Todos os tipos de empresa podem ser vítimas. Logicamente que lojas online são alvos óbvios, mas qualquer empresa conta com banco de dados de funcionários e de clientes que podem ser usados para abastecer este esquema", afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky.

Após conseguir os dados pessoais, os criminosos buscam nas redes sociais por fotos de pessoas que serão usadas nas contas que tentarão aplicar o golpe.

Uma maneira de identificar o golpe é a primeira mensagem que a vítima recebe. De acordo com Assolini, muitas vezes a primeira mensagem enviada é "troquei meu celular". Na sequência, a conversa segue até que o golpista solicita a transferência com urgência.

Como se proteger?

Além de prestar atenção no primeiro contato e identificar se realmente é um conhecido falando com você, a Kaspersky dá algumas dicas para se proteger caso um amigo ou familiar seu seja vítima de perfil falso.

A principal delas é sempre desconfiar de mensagens suspeitas. Caso você tenha alguma dúvida, ligue para a pessoa que está pedindo dinheiro para ouvir a voz. Com isso, além de confirmar a autenticidade da mensagem, você ainda pode alertar a pessoa sobre o golpe.

Já para evitar ser objeto de perfil falso, a Kaspersky apresenta algumas dicas como:

  • Manter a dupla autenticação ativa em seu WhatsApp e nas redes sociais;
  • Alterar as configurações de privacidade para que sua foto seja mostrada apenas para seus contatos;
  • Não usar a mesma foto de perfil em todas as suas contas.