PUBLICIDADE
Topo

Como uma lâmpada inteligente é controlada pelo celular ou pela voz?

Rodrigo Lara

Colaboração para Tilt

22/10/2020 04h00

Já faz algum tempo que comprar uma lâmpada para instalar em casa não é algo tão simples assim. Afinal, além dos (agora) tradicionais modelos que usam LED para iluminação, há também as chamadas lâmpadas inteligentes.

Mas o que elas têm de especial para serem chamadas de "inteligentes" e como funcionam? Com umas pecinhas de luz novas e um "ouvido" na internet, elas deixam sua casa mais colorida e funcional.

Começando do básico, uma lâmpada inteligente é, em sua essência, uma lâmpada de LED. Esta é a sigla em inglês para diodo emissor de luz, e tem se tornado cada vez mais um padrão quando o assunto é iluminação.

Trata-se de um diodo semicondutor que possui eletroluminescência. Ou seja: que emite luz ao ser submetido a uma corrente elétrica.

Em uma lâmpada de LED convencional, a corrente elétrica faz com que ela acenda em uma tonalidade e intensidade pré-definidas. Já em um modelo "inteligente" há outras nuances.

Em primeiro lugar, o circuito eletrônico da lâmpada precisa ter algumas funções específicas e uma delas é a de dimerização. Isto é: ser capaz de regular a intensidade com a qual o LED brilha.

O segundo passo depende se a lâmpada é do tipo que apenas varia de intensidade ou se também pode mudar de cor. Nesse segundo caso, há a necessidade de haver pelo menos três tipos de LED: um vermelho, um azul e um verde (o famoso RGB, sigla para "red, green e blue"). Caberá ao circuito eletrônico ser capaz controlar a intensidade de cada um desses pontos de iluminação individualmente para formar tonalidades diferentes de cores.

Outro ponto que torna uma lâmpada inteligente é a presença de uma interface sem fio. É ela que permitirá à lâmpada se ligar a uma rede wi-fi e ser controlada por meio de aplicativos de smartphone ou de assistentes como a Alexa, da Amazon.

Dependendo da instalação e do modelo de lâmpada, é possível fazer conjuntos de acordo com o cômodo da casa e, assim, controlar grupos de lâmpadas separadamente —algo desejável em projetos de automatização residencial.

Lâmpadas inteligentes consomem mais energia elétrica?

Aqui, depende. Por terem mais funções do que uma lâmpada comum, essas lâmpadas tendem a ter um consumo maior do que um modelo comum. Além disso, elas ficam em "modo espera", não simplesmente ligadas ou desligadas.

Na prática, porém, a situação é diferente. Como em muitos casos elas são integradas a sistemas que as desligam ou controlam a sua intensidade automaticamente, a tendência é que elas acabem consumindo menos energia do que lâmpadas que só "ligam e desligam".

Todo tipo de LED pode ter seu brilho controlado?

Em princípio sim. Mas isso não significa que toda lâmpada LED pode ter sua intensidade variável, já que essa função depende do circuito eletrônico que a controla - e que, geralmente, fica instalado no próprio soquete do aparelho. Circuitos sem essa função apenas permitem que o LED alterne entre ligado e desligado.

E no caso das lâmpadas coloridas, quantas cores é possível obter?

Isso depende um pouco. Normalmente os controladores utilizam um código binário de oito bits para definir a intensidade de cada um dos LEDs dos tons vermelho, verde ou azul. Assim, é possível obter 256 níveis de intensidade de cada uma dessas cores e combiná-las para obter outros tons.

Nesse formato, a combinação de 256 níveis de vermelho, 256 níveis de verde e 256 níveis de azul permite que se crie 16.777.216 cores distintas.

Fontes:

Dr. Valter F. Avelino, professor do Departamento de Engenharia Elétrica Centro Universitário FEI
Alessandro de Oliveira dos Santos, professor de Engenharia Elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia

Toda quinta, Tilt mostra que há tecnologia por trás de (quase) tudo que nos rodeia. Tem dúvida de algum objeto? Mande para a gente que vamos investigar.