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Mais da metade da Geração Z prefere celular ao sexo, segundo pesquisa

Estúdio Rebimboca/UOL
Imagem: Estúdio Rebimboca/UOL

Fausto Fagioli Fonseca

Colaboração para Tilt

30/09/2020 16h09

Uma pesquisa da empresa norte-americana de serviços de mensagens SimpleTexting perguntou para mil pessoas o que elas sacrificariam para manterem seus smartphones. Entre pessoas da geração Z —nascidos entre 1996 e 2010— 56% dos entrevistados prefeririam abrir mão de relações sexuais por um mês do que do celular.

Entre os millennials —nascidos entre 1981 e 1996, isto é, da faixa entre 24 e 39 anos— 44% se separariam de seus entes queridos por um mês, mas não do celular. A média se manteve parecida com relação ao sexo, com 47% preferindo desistir disso em vez do aparelho.

A pesquisa, realizada com pessoas de diferentes grupos demográficos e faixas etárias de 50 estados dos EUA, serve para demonstrar o grau de dependência e necessidade de interação com o celular em grande parte das pessoas.

Se você tem um bichinho de estimação, é provável que não abra mão de estar ao seu lado sempre que possível, certo? Bem, na pesquisa, 40% do total de entrevistados disse que se separaria do seu animal por um mês para continuar usando seus celulares no mesmo período.

Entre os prazeres não relacionados ao afeto, mas que se relacionam com vícios fisiológicos, como cafeína e bebidas alcoólicas, a escolha foi mais fácil: 72% dos entrevistados disseram que ficariam sem álcool por um mês, enquanto 64% disseram que não se importariam de não beber café por 30 dias se pudessem manter o uso do smartphone dentro deste período.

Entretenimento à prova

Mesmo alguns populares aplicativos de entretenimento não pareceram ser tão atraentes quanto todas as outras possibilidades de interação de um smartphone. Um exemplo? A Netflix, famosa por seus filmes e séries, foi preterida por 70% dos entrevistados. Um resultado surpreendente, levando-se em conta que um assinante médio do serviço de streaming assiste ao menos duas horas de programação.

Mesmo as redes sociais não foram tão importantes quanto a possibilidade de manter os celulares em mãos, já que 60% dos entrevistados disseram preferir ficar sem acesso a elas por um mês, mas manter o aparelho consigo.

Quando a pergunta abrangeu a possibilidade de desistir de todos os programas de TV, música, filmes e podcasts, ainda assim 41% das pessoas disseram que escolheriam o aparelho.

Nem uma ida à praia venceu o smartphone, já que 53% das pessoas disseram que deixariam de ir ao litoral por todo o verão para ficarem com os celulares pelo mesmo período.

E os prazeres permanentes?

A pesquisa também buscou entender de quais prazeres as pessoas topariam abrir mão de forma permanente para se manterem com seus celulares.

A prática de exercícios físicos, por exemplo, dividiu os usuários do sexo feminino e masculino: enquanto 54% das mulheres prefeririam manter o celular aos exercícios para o resto da vida, entre os homens esse percentual caiu para 42%.

Quando a pergunta foi direcionada a compras online em grandes lojas de varejo, como Amazon e Target, a escolha não pareceu muito difícil, com 57% dos entrevistados preferindo nunca mais fazer compras nesses sites do que ficar sem o celular para o resto da vida.

Ao menos uma experiência real ainda levou vantagens: 61% das pessoas procuradas disseram preferir se desfazer do celular para sempre do que permanentemente sacrificar suas férias e viagens.

Sentindo no bolso

Uma brincadeira popular diz que quase tudo é tolerável, menos quando se mexe no bolso. Pois a máxima não se aplicou a 35% dos entrevistados, que disseram que topariam desembolsar entre US$ 500 e US$ 2.000 (R$ 2.820 a R$ 11,2 mil) para não ficarem sem smartphones por 30 dias.

Os millennials se mostraram os mais propensos a gastar para ficarem com os celulares, tendo três vezes mais possibilidades de gastar entre US$ 2.000 e US$ 3.000 (R$ 11,2 mil a R$ 16,9 mil) do que a Geração Z e os Baby Boomers —estes últimos nasceram entre as décadas de 1940 e 1960.

Com a Geração X —os nascidos entre 1960 e 1980— os millennials foram os que mais se mostraram dispostos a gastar para manterem por um mês o uso do celular. Mesmo com cifras mais elevadas, como valores entre US$ 4.000 e US$ 5.000 (R$ 22,5 mil a R$ 28,1 mil) em um único mês, 4% dos millennials e 3% da Geração X responderam que estariam dispostos a isso. Nenhum entrevistado entre os Baby Boomers e a Geração Z topariam essas cifras.

Por fim, a pesquisa questionou o valor que os entrevistados estariam dispostos a gastar por um ano inteiro para não ficarem sem celular no mesmo período. Como resultado, 26% disseram que pagariam entre US$ 1.000 e US$ 5.000 (R$ 5,6 mil a R$ 28,1 mil), 15% pagariam entre US$ 5.000 e US$ 10 mil (R$ 28,1 mil a R$ 56,3 mil) no ano e 12% pagariam entre US$ 10 mil e US$ 15 mil (R$ 56,3 mil a R$ 84,5 mil). Valores muito acima de um plano mensal de telefonia celular.