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Foto mostra campo magnético do Sol, mas internautas veem outra coisa

Detalhes campo magnético do Sol - Reprodução/KIS
Detalhes campo magnético do Sol Imagem: Reprodução/KIS

Vinícius de Oliveira

Colaboração para Tilt

03/09/2020 18h39

Sem tempo, irmão

  • Cientistas alemães divulgaram novas fotos detalhadas do campo magnético do Sol
  • Imagens são fruto do trabalho de um ano no Observatório do Teide, nas Ilhas Canárias
  • O registro de uma mancha solar no campo magnético virou alvo de piadas e trocadilhos

Cientistas alemães divulgaram na terça-feira (1º) novas fotos do Sol, resultado de um ano de trabalho no Observatório do Teide, nas Ilhas Canárias. As imagens, feitas pelo telescópio Gregor, mostram em detalhes o seu campo magnético, que lembra a textura de pipoca.

"Esse foi um projeto muito excitante, mas também muito desafiador. Em apenas um ano nós redesenhamos a ótica, as mecânicas e os componentes eletrônicos para conseguir alcançar a melhor imagem possível", disse Lucia Kleint, do Instituto Leibniz de Física Solar e pesquisadora-chefe do projeto.

Dentre as fotos feitas pelo telescópio Gregor, uma em especial chamou a atenção dos internautas. Mas nada atribuído ao feito dos cientistas.

A imagem de uma mancha solar, uma tempestade magnética fria e escura, foi associada por alguns ao orifício anal do corpo humano. Começaram então a surgir piadas e trocadilhos no Twitter.

"Certeza que não é Urano?" (trocadilho em inglês do nome do planeta com o ânus)

"Traseiro!"

De volta aos cientistas, a modernização do telescópio também incluiu uma repintura do observatório para refletir menos luz e interferir menos nas análises. Também foram implementadas novas políticas para melhorar a produção científica.

O Gregor agora permite que os pesquisadores capturem imagens ainda mais detalhadas do Sol, com apenas 50 quilômetros de diâmetro. A novidade vem em um bom momento, já que a atividade solar está em alta devido ao término de um período de baixa do atual ciclo solar de 11 anos.

Muito ainda a se aprender

Em julho deste ano, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Americana (Nasa) divulgaram fotos tiradas pela Solar Orbiter, uma sonda que chegou a 77 milhões de quilômetros do Sol para capturar novas imagens do astro. Nenhuma espaçonave havia chegado tão perto antes para fazer registros fotográficos.

As fotos mostram misteriosas e minúsculas explosões solares perto da superfície da estrela. Apesar de ainda não saberem as causas delas, os cientistas por trás da missão apelidaram essas chamas de "fogueiras", pois elas são de milhões a bilhões de vezes menores que as explosões maciças e energéticas que surgem periodicamente no Sol.