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Deu Tilt #12: Será que um satélite antigo pode cair nas nossas cabeças?

Thiago Varella

Colaboração para Tilt

01/09/2020 04h00

O que acontece com os satélites quando param de funcionar? Será que existe o risco de que pelo menos partes deles caiam sobre nossas cabeças? Essa pergunta foi respondida por Carlos Nazaré Marins, doutor em Engenharia Elétrica e diretor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em um bate-papo com o colunista Ricardo Cavallini, o Cava, no 12º episódio do nosso podcast de ciência e tecnologia, o Deu Tilt (ouça no arquivo acima).

Por mais que o número de satélites na órbita terrestre venha aumentando, especialmente depois de iniciativas como a Starlink, do bilionário americano Elon Musk, é extremamente improvável que a gente seja atingido por algum pedaço de satélite aqui na Terra.

Segundo Marins, normalmente os satélites nem chegam a atingir a superfície terrestre. Isso porque, quando ingressam na atmosfera, acabam incinerado, já que o atrito com os gases é enorme (a partir de 07:55).

No entanto, sempre há um risco minúsculo de que alguma parte desses satélites possa cair na Terra. Por menor que esse pedaço seja, se atingir uma pessoa pode ser fatal.

"Dizer que não pode acontecer [de cair na Terra] é um exagero, porque os materiais só são completamente destruídos se a temperatura for muito elevada. A temperatura fica muito alta realmente, mas a composição do satélite pode interferir. Ou seja, dependendo do material utilizado, pode cair alguma coisa na Terra", afirmou Marins.

Mas, não é preciso ter medo e nem ficar olhando para o céu toda vez que for sair na rua. Marins explicou que toda operação envolvendo satélites é acompanhada de um requinte tecnológico muito grande.

"Uma operação como essa não pode ter falha no que diz respeito a atingir alvos na Terra ou atingir os usuários de forma inadequada. A mesma preocupação que vai ter com o lançamento, vai existir também com a retirada desse satélite de órbita", afirmou.

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