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Finalmente foi revelado que existe uma "força-tarefa de OVNIs" nos EUA

Felipe Oliveira

Colaboração para Tilt

24/06/2020 12h51Atualizada em 25/06/2020 12h29

O Comitê de Inteligência do Senado dos EUA quer que as agências do país e o Departamento de Defesa analisem dados coletados sobre "objetos voadores não identificados". Mas o mais interessante é que a disposição, contida em um projeto de lei sobre financiamento das atividades de inteligência, reconheceu a existência de uma "força-tarefa de OVNIs" no governo americano.

Antes que você grite "alienígenas", lembramos que o comitê não está se referindo necessariamente a seres do espaço, mas a todas "possíveis ameaças aeroespaciais ou outras" à segurança nacional.

O comitê exige que sejam compartilhadas informações sobre atividades de nações estrangeiras que teriam "alcançado uma tecnologia aeroespacial inovadora que poderia colocar em risco as forças estratégicas ou convencionais dos Estados Unidos", diz um trecho do relatório do comitê publicado pela Vice.

O relatório solicitou uma "análise detalhada dos dados de fenômenos aéreos não identificados e relatórios de inteligência coletados ou mantidos pelo Gabinete de Inteligência Naval, incluindo relatórios de dados e inteligência mantidos pela Força-Tarefa de Fenômenos Aéreos Não Identificados", diz um trecho do relatório, assinado pelo senador republicano Marco Rubio.

Sim, a tal "Força-Tarefa de Fenômeno Aéreo Não Identificado" seria a revelação desse esquadrão americano que monitora OVNIs.

De acordo com a reportagem, antes de o relatório confirmar a existência da força-tarefa, ela era conhecida apenas por uma declaração do porta-voz do Departamento de Defesa, Susan Gough, relatada pelo site Black Vault, o maior arquivo não oficial de documentos do governo americano.

O Comitê de Inteligência do Senado exige que o relatório, que deve ser elaborado em até 180 dias após a promulgação da lei, traga uma análise de objetos misteriosos coletados pela inteligência geoespacial, além de outra do FBI sobre investigações de "fenômenos aéreos não identificados sobre o espaço aéreo dos Estados Unidos". "Arquivo X" mandou lembranças...

De acordo com o site Politico, ainda não está claro como a legislação será recebida por todo o Senado, que ainda precisa aprovar a conta do Comitê de Inteligência. Além disso, pode haver resistência dentro do governo Trump, principalmente na exigência de tornar públicas as informações.

Vida alienígena?

De acordo com o New York Post, apesar de o comitê se referir a OVNIs como objetos que podem derivar de tecnologia desenvolvida por outros países, a medida atual ocorreu depois que senadores receberam um relatório do Pentágono sobre encontros que a Marinha teve com aeronaves desconhecidas.

Em abril deste ano, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou três vídeos que mostram pilotos da Marinha interagindo com fenômenos aéreos não identificados. Duas das filmagens eram de janeiro de 2015, enquanto a outra era de novembro de 2004.

Os vídeos mostram os pilotos perseguindo os OVNIs, filmados com câmeras de infravermelho, que se moviam em velocidade hipersônica, a milhares de pés acima da Terra, sem asas, motores ou sinais visíveis de propulsão.

Na semana passada o presidente Donald Trump, em entrevista gravada para sua campanha de reeleição, disse ter ouvido "coisas interessantes" sobre Roswell, cidade no Novo México famosa por sua associação a OVNIs (aos 17:45 do vídeo abaixo).

Não é a primeira vez que o presidente dos EUA fala sobre vida extraterrestre. Em outra entrevista no ano passado para a rede ABC, se mostrou mais cético. "As pessoas estão dizendo que estão vendo OVNIs. Eu acredito nisso? Não particularmente", afirmou.

A mudança, se aprovada pelo Senado, é vista como uma grande vitória para os defensores de mais pesquisas governamentais sobre OVNIs. Em entrevista ao Politico, Christopher Mellon, ex-funcionário de Defesa do Pentágono, classificou a alteração como "extremamente importante", completando que com ela "as pessoas poderão falar sobre isso sem medo ou vergonha".

"Estamos falando de dezenas de incidentes no espaço aéreo militar restrito ao longo de anos", finalizou.