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Plano da Anatel estima que nossa banda larga será 3x mais rápida em 2023

Estúdio Rebimboca/UOL
Imagem: Estúdio Rebimboca/UOL

Carina Brito

Colaboração para Tilt

01/06/2020 11h36

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atualizou o seu Plano Estratégico com novas metas para ampliar a conexão dos brasileiros. Responsável por regular a telecomunicação no Brasil, a agência quer que a velocidade de banda larga fixa seja de 150 Megabit por segundo (Mbps) até 2023 — até 2019, o objetivo era atingir 45 Mbps.

A banda larga fixa está evoluindo no Brasil e cresceu 4,3% em 2019 em relação ao ano anterior. Ainda assim, a Anatel espera aumentar a densidade da banda larga fixa, de 46,8% dos domicílios no país (em 2018) para 57% (em 2023).

Desigualdade social no acesso

A desigualdade social e regional é um dos desafios que a Anatel quer enfrentar para aumentar a inclusão no Brasil.

  • O acesso à internet nas classes D e E melhorou. Cresceu de 8% em 2013 para 40% em 2018. Mas, ainda existe grande discrepância na comparação com o topo da pirâmide: na classe A o índice é de 99% de acesso e na B, 94%.
  • Outra desigualdade: a internet está em 70% das casas na área urbana e em 44% na rural. Por isso, a agência fixou como meta aumentar também a cobertura de banda larga fixa na área rural, que deveria subir para 73,04% em 2023.

Segundo a agência, esses objetivos só serão cumpridos se forem superadas barreiras como "as limitações econômicas para a manutenção da conexão de internet e a precariedade dessa infraestrutura em algumas regiões", especialmente no Norte do país e nas áreas rurais.

Para superar os problemas de infraestrutura, a agência pretende ampliar a rede de transporte (backhaul de fibra óptica) dos 4.012 municípios atuais para 4.883 em 2023.

Banda larga móvel

O documento afirma que a banda larga móvel é a principal plataforma de acesso à internet no Brasil e que está acontecendo uma troca de celulares comuns por aparelhos mais modernos — causando uma redução dos acessos 2G e 3G e um aumento do 4G.

Essa migração influencia diretamente os planos da agência, que também fixou a meta de que a banda larga móvel passe de 97,30% para 98,65% da população em 2023.

A agência reitera que o plano, que vai até 2024, ainda pode sofrer modificações e que "a estratégia será constantemente reavaliada".