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Refugiados criam robô com peças de Lego para combater o coronavírus

Robô criado por refugiados para combater o coronavírus; ele dispensa desinfetante nas mãos sem precisar ser tocado - Divulgação/UNHCR
Robô criado por refugiados para combater o coronavírus; ele dispensa desinfetante nas mãos sem precisar ser tocado Imagem: Divulgação/UNHCR

Helton Simões Gomes

De Tilt, em São Paulo

17/05/2020 13h32

Com o coronavírus batendo à porta e enfrentando um lockdown para impedir a disseminação do vírus, os moradores do maior campo de refugiados do Oriente Médio recorreram a uma maneira tecnológica para higienizar as mãos sem que as pessoas tenham contato com o frasco.

Usando o que tinham à mão, os refugiados de Za' atari, acampamento que abriga 120 mil sírios na Jordânia, criaram um robô feito de peças de Lego que dispensa desinfetante assim que as mãos estão próximas a ele. Sem contato e automaticamente.

Segundo a Agência para Refugiados da ONU (UNHCR), os 71 milhões de refugiados existentes no mundo são os mais vulneráveis ao coronavírus. Em Za'atari, por exemplo, eles vivem em casas apertadas, muito próximas umas das outras e com condições básicas de saúde e saneamento básico.

Para contornar o problema, alguns deles criaram o robô. Carcaça e engrenagens são feitas de peças de Lego. Todo o arranjo parece um brinquedo se não fosse a garrafa de desinfetante acoplada.

O segredo está em um sensor de movimento. É ele que detecta a aproximação de mãos. A partir daí, um mecanismo é acionado para pressionar o recipiente e liberar o líquido.

Os refugiados que trabalharam no projeto receberam treinamento em robótica no próprio acampamento, que até conta com um laboratório de inovação.

"Nós queremos ser parte da luta contra o coronavírus. Como refugiados e seres humanos, nós devemos ajudar", afirma Marwan, um refugiado que dá aulas de robótica a outras pessoas no campo.