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Xiaomi trabalha em máscara que se desinfecta sozinha e permite ver rosto

Protótipo da máscara com auto-desinfecção em desenvolvimento pela Huami, subsidiária da Xiaomi - Reprodução/XDA Developers
Protótipo da máscara com auto-desinfecção em desenvolvimento pela Huami, subsidiária da Xiaomi Imagem: Reprodução/XDA Developers

Daniel Dieb

Colaboração para Tilt

05/05/2020 11h54Atualizada em 05/05/2020 17h50

A Xiaomi está planejando produzir máscaras que se desinfectam sozinhas com uma luz ultravioleta, quando forem colocadas para recarregar. A iniciativa pode ajudar a diminuir a taxa de contágio pelo novo coronavírus.

Chamada de "Porject Aeri", a máscara tem um filtro do tipo N95, recomendado pela Organização Mundial da Saúde e mais eficiente para barrar o contágio da covid-19. A ideia da empresa é que o produto não atrapalhe o reconhecimento facial para desbloqueio de tela em smartphones.

De acordo com o site XDA Developers, o projeto está em desenvolvimento pela Huami, a subsidiária da empresa que fabrica os relógios inteligentes.

Segundo a assessoria de imprensa da Xiaomi no país, ainda não há previsão de que produto seja vendido no Brasil, mas confirmou que o produto será vendido na loja global da empresa.

De acordo com o site, a máscara é transparente, feita de materiais leves e flexíveis, o que permite que ela fique bem encaixada ao rosto, evitando a entrada de partículas contaminadas. Para evitar que a máscara fique embaçada, ela terá uma espécie de ventilador, que expele o ar da respiração do usuário.

Mi Airpop, máscara da Xiaomi - Divulgação - Divulgação
Mi Airpop, máscara da Xiaomi
Imagem: Divulgação

Outros modelos

Esse sistema de ventilação é usado em outra máscara da Xiaomi, chamada de Mi Airpop, e criada para o mercado da Índia com o objetivo de proteger contra a poluição.

Em fevereiro, a empresa chinesa conseguiu o registro de patente nos Estados Unidos para uma outra máscara inteligente, capaz de capturar dados da respiração da pessoa.

Segundo o Gizmochina, a descrição da patente revela que a próxima máscara da Xiaomi virá equipada com uma unidade de computação. O processador calculará todos os dados coletados por sensores da máscara, como acelerômetros e giroscópios.

Os dados serão armazenados na máscara e também podem ser transferidos para outros aparelhos. Uma bateria interna alimentaria o filtro de ar. Por fim, os sensores ajudarão a máscara a determinar se o usuário está se movendo ou em uma posição estacionária.

Esta máscara ainda não está em produção, e o registro da patente não significa que ela necessariamente será fabricada um dia. Mas não deixa de ser um projeto interessante e que seria necessário na situação atual de pandemia.