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Coronavírus: como novo desinfetante é capaz de agir por 90 dias?

Produto desenvolvido na China pode ajudar no combate ao novo coronavírus - Estadão Conteúdo
Produto desenvolvido na China pode ajudar no combate ao novo coronavírus Imagem: Estadão Conteúdo

Bruna Souza Cruz

De Tilt, em São Paulo

01/05/2020 14h26

Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (HKUST) desenvolveram um tipo de desinfetante que promete proteção contra vírus e bactérias em superfícies por até 90 dias, o que dura bem mais do que os produtos convencionais.

Segundo os cientistas, a fórmula demorou dez anos para ser concluída e o seu uso já pode ajudar no combate ao novo coronavírus a partir da higienização de superfícies de contato.

O novo sistema, chamado de MAP-1, é um pulverizador que possui milhões de nanocápsulas (bilionésima parte do metro) com desinfetantes, segundo a Universidade.

Mesmo após a secagem, eles continuam agindo contra bactérias e vírus. Ele pode ser usado, por exemplo, em metais, concreto, madeira, vidros, plástico e até tecidos.

"O MAP-1 pode desativar até 99,9% dos vírus altamente infecciosos, como sarampo, caxumba e rubéola, e 99,99% da calicivirose felina (FCV)— um padrão ouro para a eficiência da desinfecção e que é mais resistente que os coronavírus, como o responsável pela epidemia de covid-19", explicou a HKUST.

O Prof. Joseph Kwan, professor adjunto da divisão de meio ambiente e sustentabilidade e Sr. Hamilton Hung, diretor de marketing de parceiros industriais da HKUST, e Chiaphua Industries Ltd, apresentam o MAP-1 - Divulgação - Divulgação
Pesquisadores apresentam novo sistema que protege contra vírus e bactérias
Imagem: Divulgação

Além disso, o novo produto tem polímeros antimicrobianos sensíveis ao calor. Ou seja, o sistema libera maior quantidade de desinfetante ao detectar um aumento de temperatura (como o que o corre quando nossas mãos tocam alguma superfície).

"Novo revestimento mata efetivamente até 99,99% de bactérias e vírus através da tecnologia de eliminação de contato e antiaderente, incluindo rubéola, gripe aviária, H1N1 e FCV— um vírus não envelopado que está entre os mais difíceis de matar", explicou a Universidade sobre o novo produto.

De acordo com os cientistas, a novidade não é tóxica e não há riscos para a saúde e o meio ambiente. Shoppings, escolas, igrejas e instalações esportivas já testaram o produto.

Testes clínicos foram feitos neste ano em um hospital de Hong Kong e um lar de idosos. O produto foi aprovado em fevereiro e deve começar a ser comercializado pela empresa Germagic, parceira do da universidade, em maio.

A higienização dependendo da área determinada e custa a partir de US$ 2.500. Mas a empresa planeja vender opções de uso doméstico, com preços mais baratos.

*Com informações da Reuters e CNET.