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Golpe da cerveja grátis no Whatsapp faz 100 mil vítimas em quatro horas

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Imagem: Reprodução

De Tilt, em São Paulo

16/04/2020 18h57

Um novo golpe que circula pelo WhatsApp promete quatro barris de cerveja grátis e está se espalhando rapidamente. De acordo com o dfndr lab, laboratório especializado em segurança digital, os criminosos usam o nome da Heineken e já fizeram 159 mil vítimas.

A mensagem está se espalhando de forma rápida: em apenas quatro horas, mais de 100 mil pessoas foram enganadas.

Como funciona

Golpe da cerveja gratuita no Whatsapp - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Primeiro, a pessoa recebe uma mensagem com um link. Ao clicar, o o usuário é incentivado a responder perguntas que servem apenas como fator de distração. "O criminoso faz perguntas como 'Você é maior de 18 anos?', 'Você prefere a cerveja pilsen ou lager?', o que torna o ato mais convincente. No entanto, independente das respostas, no fim do questionário, a página diz que a vítima está qualificada para ganhar 4 barris de cerveja", esclarece o diretor do dfndr lab, Emilio Simoni.

Então o criminoso o induz a pessoa a compartilhar a falsa promoção com 10 contatos ou grupos no WhatsApp — e acaba por conceder permissão para receber futuras notificações com outros golpes.

Fique em casa, mas fique atento

Simoni alerta para o fato de os criminosos estarem se aproveitando dos temas em alta na sociedade para desenvolverem novos golpes: 'Neste golpe, por exemplo, o movimento #FiqueEmCasa, que ganhou proporção nos últimos meses nas redes sociais, foi usado como isca para enganar a população.

Os links maliciosos mais uma vez utilizam o nome de uma grande marca e com isso conquistam a atenção e confiança das pessoas", detalha. No fim, o real intuito é roubar dados pessoais e financeiros das vítimas ou levá-las para páginas falsas, a fim de visualizarem publicidades excessivas.

Para se proteger, a dica é redobrar a atenção ao tocar em links compartilhados no WhatsApp ou nas redes sociais. "Sempre verifique as informações compartilhadas nos sites oficiais das empresas, e desconfie de promoções, brindes e descontos", orienta Simoni.