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Primeira extinção em massa diminuiu oxigenação dos oceanos, diz estudo

Na época, a maior parte da vida era marinha - Getty Images/iStockphoto
Na época, a maior parte da vida era marinha Imagem: Getty Images/iStockphoto

De Tilt, em São Paulo

14/04/2020 19h46

Um estudo conduzido na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, concluiu que a primeira extinção em massa na Terra diminuiu a oxigenação dos oceanos por mais de 3 milhões de anos.

Essa extinção aconteceu no final do período Ordoviciano, há 444 milhões de anos. Na época, os continentes ainda não haviam se separado e formavam a Pangeia, e a vida era majoritariamente marinha. Estima-se que 85% das espécies não sobreviveram ao evento.

Na época, a temperatura mundial caiu e iniciou uma era do gelo. Quando as temperaturas voltaram a subir, o nível dos mares aumentou e a oxigenação da água diminuiu, causando o que os cientistas chamam de "anoxia".

Outras extinções em massa causaram efeitos parecidos, mas não por tanto tempo. "Para a vida marinha, era realmente um período muito ruim para se estar vivo", comenta Erik Sperling, professor-assistente de ciências geológicas em Stanford e um dos autores do estudo.

A pesquisa afirma, também, que a anoxia contribuiu para uma segunda extinção em massa.

O estudo das condições dos oceanos no passado pode ajudar os cientistas a entenderem a mudança climática pela qual estamos passando — estudos apontam que o nível de oxigênio nos oceanos já diminuiu cerca de 2%.

"Não existe a possibilidade de esse baixo nível de oxigênio não ter um efeito severo na diversidade", diz Richard George Stockey, que também participou do estudo.