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Telão e voto online: como será a 1ª votação remota da história do Senado?

Senado fará votação online pela primeira vez em 196 anos de história - Divulgação/Senado
Senado fará votação online pela primeira vez em 196 anos de história Imagem: Divulgação/Senado

Helton Simões Gomes

De Tilt, em São Paulo

20/03/2020 10h23Atualizada em 20/03/2020 11h52

A pandemia do coronavírus está alterando o comportamento de instituições centenárias. Para evitar o contato entre os parlamentares, o Senado Federal vai realizar nesta sexta-feira (20) uma votação remota, a primeira de seus 196 anos de história.

Os senadores votarão o projeto de decreto legislativo para colocar o país em estado de calamidade pública, devido à Covid-19. A matéria já foi aprovada na Câmara. Caso receba aval do Senado, entra em vigor, sem a necessidade de passar pela apreciação do presidente Jair Bolsonaro.

A sessão será presidida por Antonio Anastasia (PSD-MG), primeiro-vice-presidente do Senado. Ele substituirá Davi Alcolumbre (DEM-AP), que testou positivo para o novo coronavírus.

Nós vamos pela primeira vez testar o novo sistema de deliberação remota que foi criado no Senado, tendo em vista a necessidade que temos de continuar funcionando, o Congresso, Senado e Câmara, respondendo às necessidades do Brasil, mas compreendendo a dificuldade que temos de ter um quórum presencial, tendo em vista que alguns senadores já estão até afastados
Antonio Anastasia, senador

Os senadores usarão o Sistema de Deliberação Remota do Senado Federal, que não está totalmente concluído. A versão preliminar da plataforma ainda precisa ser aperfeiçoada, mas será colocada em prática devido à urgência da situação.

Segundo Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, secretário-geral da Mesa do Senado, o Parlamento do Brasil será o primeiro país a fazer votações remotas.

Durante a votação, Anastasia estará em uma sala no Senado, equipada com computadores, telas e telefones. Ele e os outros senadores estarão em contato por meio de um serviço de videoconferência. Os parlamentares trabalhando à distância aparecerão nos telões. Eles poderão discutir a matéria e relatar seus votos. Aqueles que não puderem ou tiverem problemas técnicos poderão votar por telefone.

Segundo Bandeira, a ideia é que exista no futuro um aplicativo para celular em que cada senador possa enviar seu voto de modo seguro.

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