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Como meu trabalho com dados e design ajudou a criar um modelo de smartphone

Divulgação
Imagem: Divulgação

Poliana Feliconio*

Especial para Tilt

08/03/2020 04h00

Há 15 anos, enquanto cursava Desenho Industrial na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, eu mal poderia imaginar que a minha vida fosse cruzar o caminho da marca de celulares que na época lançava um aparelho que estava revolucionando o mercado móvel. Lembro da primeira vez em que vi o V3 da Motorola, exibido na capa de uma revista de design na biblioteca. Minha primeira reação foi pensar: "Puxa, que produto incrível, é diferente de todos os celulares do mercado!"

O impacto foi tão grande que o desejo de conhecer o aparelho de perto me levou a comprá-lo pouco tempo depois. E assim começou minha história pessoal com esse ícone que marcou toda uma geração de fãs, foi objeto de moda, cultura pop e design. E que agora, depois de todo esse tempo, está presente em minha vida, por causa do lançamento do novo Razr.

O que muita gente não sabe é que o primeiro smartphone em formato flip com tela dobrável do mundo tem as digitais brasileiras de uma equipe que trabalhou duro para viabilizar um projeto que levou três anos de muita experimentação, estudos, testes e aplicação.

Um termo muito comum no mercado atualmente é o "design de antecipação", que, ao contrário do que o nome possa sugerir, trata-se de pura ciência e análise de dados. Isso porque os profissionais que trabalham com o desenvolvimento de novos produtos encaram a missão de antecipar tendências e prever os comportamentos dos consumidores do futuro, traduzindo seus desejos e necessidades em produtos palpáveis, que vão fazer parte do nosso dia a dia em alguns anos.

Pode parecer simples falando assim, mas desde 2014, quando entrei para o time de design de experiência da Motorola, os desafios só aumentaram com o passar do tempo. A empresa, que é pioneira em diversas tecnologias, da transmissão de rádio do primeiro homem na Lua, passando pela invenção do celular e pela primeira conexão comercial em 5G, também me incentiva a ir além em cada produto criado. Esse sentimento de nunca nos acomodar ao que já lançamos nos move e faz repensar as possibilidades, para que a experiência dos usuários seja fluida e intuitiva e que surpreenda positivamente o consumidor.

Se eu pudesse resumir o grande desafio que tínhamos com o projeto do Razr, seria o de unir os conceitos de usabilidade de um smartphone que conhecemos, sem comprometer as experiências que o usuário já está habituado, mas que coubesse no bolso de homens e mulheres. Além disso, o modelo também apresenta um design premium e único, que não tem comparação com nenhum outro produto disponível no mercado.

E posso afirmar que pensamos em todos os detalhes: desde as suas curvaturas, e tela externa tridimensional de borda a borda, até no fato de ele poder ser fechado com apenas uma das mãos.

O que a universitária de anos atrás teria em comum com a profissional de agora? Exatamente a sensação de admiração, ao ver pela primeira vez um aparelho inovador, que rompe com os modelos tradicionais e traz tendências para o futuro, mesmo homenageando o passado.

É muito gratificante ver a reação das pessoas ao olhar para o Razr e saber que ele é o resultado dos esforços de um time global composto por engenheiros de diversas áreas —marketing, desenvolvimento de produtos, designer de experiência e industrial, entre outros.

Sendo mulher e falando especificamente da minha área de design industrial, meu desejo é ver cada vez mais representatividade no setor de tecnologia, ainda tão masculino, para que os consumidores possam, de fato, ser representados em seus mais diversos perfis. Acredito que a receita para qualquer projeto dar certo é unir profissionais multidisciplinares, que tenham uma bagagem cultural diferente uns dos outros, para possibilitar um ambiente favorável à criatividade e à inovação.

*Poliana Feliconio é designer industrial da Motorola.

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