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Exoplaneta oito vezes maior que Terra pode ter condições para abrigar vida

Arte do planeta K2-18b - M. KORNMESSER / ESA/Hubble / AFP
Arte do planeta K2-18b Imagem: M. KORNMESSER / ESA/Hubble / AFP

De Tilt, em São Paulo

27/02/2020 09h57

Descoberto em 2015 pela sonda Kepler da Nasa, o exoplaneta (que orbita uma estrela que não seja o Sol) K2-18b, considerado uma espécie de "Superterra", pode ter as condições certas para ser habitável.

Uma equipe da Universidade de Cambridge usou a massa, o raio e os dados atmosféricos do K2-18b e determinou que é possível que o planeta hospede água líquida em condições habitáveis sob sua atmosfera rica em hidrogênio. Os resultados são relatados no The Astrophysical Journal Letters.

O exoplaneta está a 124 anos-luz de distância e tem 2,6 vezes o raio e 8,6 vezes a massa da Terra. No ano passado, uma pesquisa feita com dados coletados pelo telescópio espacial Hubble revelou vapor de água em sua atmosfera. Mas, a extensão da atmosfera e as condições do interior continuavam desconhecidas.

"O vapor de água foi detectado na atmosfera de vários exoplanetas, mas, mesmo que o planeta esteja na zona habitável, isso não significa necessariamente que haja condições habitáveis na superfície", disse em comunicado Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia de Cambridge, que liderou a nova pesquisa.

"Para estabelecer as perspectivas de habitabilidade, é importante obter uma compreensão unificada das condições interiores e atmosféricas do planeta — em particular, se a água líquida pode existir sob a atmosfera", acrescentou ele.

Madhusudhan e sua equipe mostraram que a camada de água pode ter as condições certas para sustentar a vida. Eles usaram as observações existentes da atmosfera, bem como a massa e o raio, para determinar a composição e a estrutura da atmosfera e do interior usando modelos numéricos detalhados e métodos estatísticos para explicar os dados.

Os pesquisadores confirmaram que a atmosfera é rica em hidrogênio com uma quantidade significativa de vapor de água. Eles também descobriram que os níveis de outros produtos químicos, como metano e amônia, estavam abaixo do esperado.

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