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Cientistas de Harvard encontram buracos negros que podem se fundir

Arte de dois buracos negros perto de se fundirem - Reprodução NASA
Arte de dois buracos negros perto de se fundirem Imagem: Reprodução NASA

De Tilt

11/02/2020 18h59

Astrofísicos da Universidade de Harvard e do Instituto Smithsonian encontraram um objeto composto por dois buracos negros que podem se fundir.

Segundo os especialistas, caso aconteça a fusão, poderemos entender melhor o que acontece quando duas galáxias se juntam.

Pelo estudo divulgado no Scientific American, os buracos negros estão "prestes" a se fundir — o que significa, em escala galáctica, pelos próximos 100 mil anos.

A maioria das galáxias possui em seu centro um buraco negro, que "brilha" no espectro de raio-x, por isso consegue ser detectado.

Em 2017, os pesquisadores Daniel D'Orazio e Rosanne Di Stefano encontraram uma espécie de pico de raios-x, com um buraco negro orbitando ao redor do outro.

Em outubro do ano passado, os astrofísicos encontram um Núcleo Galáctico Ativo (AGN) batizado de Spikey, com um pico anormal.

Caso isso se repita em 2020, será a prova que os buracos negros estão prestes a se fundir.

O evento poderia ajudar os especialistas a resolver o Problema do Último Parsec, que nada mais é do que, quando duas galáxias colidem, os buracos negros gigantescos que ficam no centro são atraídos para a região central da nova galáxia formada.

Os especialistas observam que quando galáxias estão perto de se fundirem, os buracos negros novos podem ser uma consequência da fusão de buracos negros menores ou então buracos negros orbitando perto (na medida parsec, cerca de 3,26 anos-luz) um do outro.

Porém, a questão é que quando eles estão cerca de um parsec um do outro, a força gravitacional não é suficiente para que haja a união, sendo necessário uma "ajuda" final, que pode ser de um fluxo de matéria.

"Não temos uma boa compreensão do que acontece nesse parsec final", diz Matthew Graham, cosmologista do Instituto de Tecnologia da Califórnia. "Temos um entendimento teórico, mas não temos boas evidências observacionais para comparar com a teoria".