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Após chacota, grupo de parkour de Taubaté se defende: 'esforço virou piada'

Grupo de Parkour de Taubaté se defendeu após virar piada nas redes sociais - Arquivo pessoal
Grupo de Parkour de Taubaté se defendeu após virar piada nas redes sociais Imagem: Arquivo pessoal

Daniel Dieb

Colaboração para Tilt

29/01/2020 10h53

Sem tempo, irmão

  • Viralizou reportagem com mulheres praticando parkour em encontro em Taubaté (SP)
  • Parkour é conhecido pelas acrobacias, mas mulheres do vídeo fazem só o "simples"
  • Representante do grupo se defendeu e lamentou que esforço virou piada
  • Ideia do encontro é atrair mais mulheres para o esporte, sejam iniciantes ou não

Um grupo de mulheres praticando parkour deu o que falar nos últimos dias. A reportagem da TV Vanguarda, afiliada da Globo no Vale do Paraíba (SP), se espalhou nas redes sociais e a apresentação virou motivo de chacota. "Todo nosso 'corre' com a prefeitura para autorizar o evento foi transformado em piada", desabafou ao Tilt Samantha Amarante, 19, responsável por divulgar o grupo Parkour Taubaté, que organizou o 11º Encontro Nacional Feminino de Parkour na cidade.

Ela pratica o esporte desde 2017 e critica a falta de conhecimento das pessoas sobre a modalidade, além de dizer que, se fossem homens fazendo, o vídeo não teria a mesma repercussão. "A ideia pregada na mídia é aquele parkour sensacional, praticado por deuses, pessoas desafiando todos os medos, na beira de prédios, escalando-os por fora", afirmou.

O parkour escala coisas simples. Também envolve superar medo de altura, mas ele é muito mais uma construção antes disso. Não é a chegada em si, mas o processo.
Samantha Amarante, do grupo Parkour de Taubaté

O grupo ficou sabendo da repercussão por pessoas conhecidas e foi tomado por um sentimento de tristeza. Em sua página no Facebook, publicou uma mensagem que, entre outras coisas, diz: "Somos pessoas reais, que valorizam sentimentos e que ativamente tentam construir um ambiente menos nocivo e irracionalizado para se conviver."

Por outro lado, Samantha acredita que talvez consiga transformar a repercussão negativa em algo positivo. "Muita gente está entrando em contato para ver como funcionam as aulas, muitas meninas estão mandando mensagens não só de Taubaté, mas de outros Estados", contou.

Projeto com a Prefeitura

Samantha conta que o grupo existe há mais de dez anos e sempre foi formado apenas por mulheres. Atualmente, cerca de 60 pessoas participam das aulas, sendo dez mulheres, e a intenção é desenvolver um projeto com a prefeitura da cidade para dar aulas gratuitas. As aulas do Parkour Taubaté ocorrem às terças e quintas na pista de skate da cidade.

A ideia mesmo é a inclusão das meninas no parkour, um esporte majoritariamente masculino

O encontro nacional é realizado cada ano em uma cidade, com um grupo de mulheres responsável por ele. Neste ano, foram a Taubaté mais de 80 pessoas de diferentes partes do Brasil.

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