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Polícia prende suspeitos de quadrilha que furtava patinetes Grin e Yellow

Patinetes recuperadas pela Polícia Civil em operação nesta quarta-feira - Polícia Civil/Divulgação
Patinetes recuperadas pela Polícia Civil em operação nesta quarta-feira Imagem: Polícia Civil/Divulgação

Rodrigo Trindade

De Tilt, em São Paulo

22/01/2020 17h29

Sem tempo, irmão

  • Colaboradores da empresa teriam montado esquema para furtar patinetes e peças
  • Sete pessoas foram detidas em operação de busca e apreensão da Polícia Civil
  • Seis patinetes elétricas e diversos carregadores foram recuperados
  • Equipamentos eram descaracterizados e vendidos na internet

Sete suspeitos de participarem de uma quadrilha que furtava patinetes elétricas das empresas Yellow e Grin foram detidos nesta quarta-feira (22), em São Paulo, em uma operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Civil. Levados para o 50º DP, no Itaim Paulista, seis deles foram identificados e outro indiciado por furto qualificado e associação criminosa.

Com autorização da juíza Gabriela Marques da Silva Bertoli, cinco equipes policiais cumpriram oito mandados e recuperaram seis veículos em residências na zona leste da capital paulista. Além das patinetes, policiais apreenderam quatro celulares, quinze carregadores de bateria dos veículos, réplicas de pistolas e munições de calibres diversos.

A operação é uma consequência de uma investigação interna realizada pela Grow, holding proprietária de Grin e Yellow. O processo teve início no final de 2019, quando um ex-colaborador da empresa foi preso em flagrante duas vezes, uma em 27 de novembro, outra em 10 de dezembro. Ele tinha posse de patinetes da Grin em ambas as ocasiões.

Em contato com Tilt, a empresa disse colaborar com a polícia com o inquérito em andamento e que tomará as medidas cabíveis quando encerradas as investigações, que ainda estão em andamento.

"A Grow informa que o 50ª DP, do Itaim Paulista, instaurou inquérito para investigar a suspeita de furto de patinetes em São Paulo. Esse inquérito corre em sigilo e foi aberto com base em informações colhidas pela empresa em sindicância interna e repassadas às autoridades policiais", explicou, em comunicado.

A empresa conduziu entrevistas com funcionários e colaboradores para obter mais informações sobre o caso. Um deles recordou a fala de um colega em um dos galpões de manutenção dos veículos, a qual descrevia a atuação da quadrilha, que:

  1. Retirava das patinetes o dispositivo de localização por GPS;
  2. Levava os veículos para casa, onde eles eram descaracterizados;
  3. Furtava, dos galpões, carregadores e dispositivos de localização sem antena; e
  4. Vendia as patinetes na internet.

A Grow encontrou anúncios de vendas das patinetes no Facebook. Na imagem, um veículo da Yellow foi pintado parcialmente de vermelho e teve qualquer indicação da empresa retirada de sua prancha.

Patinete furtada à venda - Reprodução - Reprodução
Patinete furtada à venda na web
Imagem: Reprodução

Foi requerida a instauração de um inquérito policial envolvendo sete indivíduos, todos eles colaboradores ou ex-colaboradores da empresa. No dia 13 de janeiro, a Polícia Civil entrou com uma representação pedindo autorização para realizar a operação de busca e apreensão, autorizada na quarta-feira passada (15) pela juíza Bertoli.

"A medida cautelar em apreço se faz indispensável, ante a possibilidade de obtenção de informações relacionadas à prática do delito de furto qualificado e associação criminosa, assim como a localização dos bens furtados", escreveu a juíza.

Grow reestrutura operação no Brasil

A Grow opera no Brasil desde a metade de 2018 e oferecia o aluguel de patinetes elétricas e bicicletas por meio de um aplicativo para celular. A empresa anunciou nesta quarta-feira uma reestruturação de sua operação no Brasil. Ela passará a atuar apenas com patinetes, sem bicicletas, em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Os veículos que estavam Belo Horizonte (MG), Campinas, Santos, São Vicente, São José dos Campos (SP), Brasília (DF), Florianópolis, São José (SC), Goiânia (GO), Porto Alegre, Torres (RS), Vitória, Guarapari e Vila Velha (ES) serão realocados para as capitais paulista, carioca e paranaense.

Foi o segundo baque do ano no mercado de micromobilidade brasileiro, já que a multinacional Lime encerrou suas operações por aqui.

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