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Unesco lança campanha contra abuso de assistentes virtuais com voz feminina

Siri - Divulgação
Siri Imagem: Divulgação

De Tilt, em São Paulo

14/01/2020 13h50

Sem tempo, irmão

  • A Unesco lançou uma campanha para combater o assédio de assistendes virtuais
  • Segundo estudo da organização, assistentes como Siri e Alexa respondem com subserviência ao assédio
  • Campanha pede ao público sugestões de novas respostas

As assistentes virtuais estão cada vez mais presentes na rotina das pessoas. O que todas elas têm em comum são os nomes e vozes de mulheres: de Lu a Siri, passando por Alexa, Nat, Bia, etc.

De acordo com estudo lançado em maio do ano passado pela Unesco, chamado "I'd Blush If I Could" ("Ficaria Corada se Pudesse", em tradução livre), as assistentes virtuais sofrem altos índices de preconceito de gênero e normalmente respondem com frases tolerantes, subservientes e passivas.

Com base neste contexto, a organização anunciou hoje o movimento Hey Update My Voice, que tem por objetivo chamar atenção sobre a educação cibernética e respeito às assistentes virtuais, além de pedir para que as empresas atualizem as respostas de suas assistentes.

O site oficial da campanha pede a colaboração do público para combater esse tipo de violência. No campo "sua voz", visitantes poderão gravar mensagens de voz de até 15 segundos, com sugestões de respostas para assistentes virtuais aos assédios cibernéticos.

O objetivo é que as empresas se engajem com o movimento, recebam as mensagens e alterem as respostas das assistentes virtuais partindo dessas recomendações.

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